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Guia essencial sobre adoção, dissolução da adoção e adoção plena

Baseado em 38 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.

A adoção cria uma relação jurídica diferente da filiação biológica, e são importantes não apenas as formalidades, mas também a intenção de adotar, os requisitos legais e a relação concreta de criação da criança. A adoção plena tem efeitos diferentes dos da adoção comum, inclusive porque, em princípio, extingue o vínculo de parentesco com os pais biológicos. Para encerrar uma adoção, é preciso seguir os procedimentos previstos em lei, como a anulação ou a dissolução judicial.

Num relance

Partes envolvidas → Pai ou mãe adotiva → Criança → Tribunal de família → Registro como filho biológico ou dúvida sobre encerrar adoção → Houve intenção de adotar, requisitos materiais e vida familiar? → Sim → Não → Se menor, houve autorização judicial e anuência, consentimento ou exceção? → Sim — CC, arts. 867, 869 e 908-2 → Não — CC, arts. 867, 869 e 908-2 → A adoção foi anulada ou dissolvida judicialmente? → Sim — CC, arts. 776, 897, 905 e 908-5 → Não — CC, art. 776 → Adoção pode ser reconhecida e o vínculo persiste até extinção judicial → Registro isolado não cria filiação biológica e adoção não se desfaz automaticamente → Em regra, cônjuges adotam juntos — CC, art. 874 → Confira se a adoção foi conjunta e quais efeitos valem para cada cônjuge → Adoção plena — CC, art. 908-3 → Confira os efeitos sobre sobrenome e vínculos com a família biológica → Divórcio ou nova adoção não bastam →…

Pontos-chave

  • O registro de nascimento como filho biológico de uma criança que não nasceu da pessoa que a registra não cria uma relação de filiação biológica. No entanto, se houver a intenção de adotar, estiverem presentes os requisitos materiais da adoção e houver fatos que demonstrem a vida em comum como pais adotivos e filho adotado, o registro de nascimento poderá produzir os efeitos de um registro de adoção (Supremo Tribunal da Coreia, acórdão de 24 de maio de 1994, 93므119, entre outros).
  • Se um registro de nascimento falso produzir os efeitos de uma adoção, não se pode recorrer a uma ação para declaração de inexistência de relação de filiação biológica para extinguir a relação de filiação adotiva. Devem ser considerados os procedimentos cabíveis, como a anulação da adoção ou sua dissolução judicial (Código Civil, artigo 776 (민법 제776조), artigo 897 (민법 제897조); casos 11 e 25).
  • Em princípio, quem é casado deve adotar conjuntamente com o cônjuge. Mesmo quando a adoção é feita sem o consentimento de um dos cônjuges, os efeitos entre cada cônjuge e a criança adotada podem ser analisados separadamente (Código Civil, artigo 874 (민법 제874조); caso 15).
  • A adoção de menor exige a anuência ou o consentimento conforme a idade, e está sujeita à autorização do tribunal de família. No entanto, mesmo sem o consentimento do representante legal, a anuência pode ser presumida de acordo com as circunstâncias concretas, ou pode aplicar-se uma exceção prevista em lei (Código Civil, artigo 867 (민법 제867조), artigo 869 (민법 제869조), artigo 908-2 (민법 제908조의2); casos 10 e 22).
  • Após a decisão judicial tornar-se definitiva, o filho adotado plenamente adquire o mesmo status de um filho nascido durante o casamento dos pais adotivos e passa a ter o sobrenome e a origem familiar deles. Em princípio, extingue-se o vínculo de parentesco com os pais biológicos e seus familiares, mas há uma exceção quando um dos cônjuges adota plenamente, sozinho, o filho biológico do outro (Código Civil, artigo 908-3 (민법 제908조의3)).
  • A adoção comum não termina apenas porque os pais adotivos se divorciam. O vínculo de parentesco criado pela adoção termina com sua anulação ou dissolução judicial (Código Civil, artigo 776 (민법 제776조); Supremo Tribunal da Coreia, acórdão da sessão plenária de 24 de maio de 2001, 2000므1493).
  • Os motivos para a dissolução judicial da adoção comum são diferentes dos aplicáveis à adoção plena. Para pedir a dissolução judicial de uma adoção plena, deve existir um dos motivos limitados previstos em lei (Código Civil, artigo 905 (민법 제905조), artigo 908-5 (민법 제908조의5)).
  • O fato de uma criança que já foi adotada ser adotada posteriormente por outra pessoa não basta, por si só, para dissolver a relação de filiação adotiva preexistente (Supremo Tribunal da Coreia, acórdão de 24 de julho de 2014, 2012므806).

Perguntas frequentes

Q. Se eu registrar como filho biológico uma criança que adotei, a adoção será reconhecida?

O registro de nascimento, por si só, não cria uma relação de filiação biológica. No entanto, se houver a intenção de estabelecer uma relação de filiação adotiva, estiverem presentes os requisitos materiais da adoção e houver uma relação de vida real, como a criação da criança, esse registro poderá produzir os efeitos de um registro de adoção.

Caso 1, Caso 10, Caso 11

Q. É possível encerrar, por meio de uma ação para declaração de inexistência de relação de filiação biológica, a relação de filiação adotiva criada por um registro de nascimento falso?

Se esse registro de nascimento produzir os efeitos de uma adoção, em princípio não será possível extinguir a relação de filiação adotiva por meio de uma ação para declaração de inexistência de relação de filiação biológica. É preciso verificar se há motivos e procedimentos aplicáveis à anulação da adoção ou à sua dissolução judicial.

Caso 1, Caso 11, Caso 25

Q. Uma adoção feita às escondidas do cônjuge produz efeitos também entre ele e a criança?

Em princípio, os cônjuges devem adotar conjuntamente, e a vontade de apenas um deles pode não produzir efeitos de adoção entre o outro cônjuge e a criança. Os efeitos entre a pessoa que adotou e a criança podem se constituir separadamente, e também pode haver casos em que o cônjuge tenha o direito de pedir a anulação da adoção.

Caso 15

Q. Se os pais adotivos se divorciarem, a relação entre a mãe adotiva e a criança adotada também termina?

O divórcio, por si só, não encerra a relação de filiação adotiva. O vínculo de parentesco criado pela adoção termina com a anulação da adoção ou com sua dissolução judicial. Por isso, as relações entre cada um dos pais adotivos divorciados e a criança adotada devem ser analisadas separadamente.

Caso 13, Caso 16

Q. Qual é a diferença entre a adoção comum e a adoção plena?

Após a decisão judicial tornar-se definitiva, o filho adotado plenamente adquire o mesmo status de um filho nascido durante o casamento dos pais adotivos e passa a ter o sobrenome e a origem familiar deles. Diferentemente da adoção comum, em princípio, extingue-se o vínculo de parentesco com os pais biológicos e seus familiares, mas há uma exceção quando um dos cônjuges adota plenamente, sozinho, o filho biológico do outro.

Caso 7, Caso 19

Q. É impossível adotar plenamente uma criança se os pais biológicos não consentirem?

Em princípio, é necessário o consentimento dos pais biológicos. No entanto, o tribunal de família pode autorizar a adoção mesmo sem esse consentimento se eles se recusarem a consentir sem motivo justificado ou, por determinados motivos, deixarem de cumprir o dever de sustento ou prejudicarem gravemente o bem-estar da criança, por exemplo, maltratando-a ou abandonando-a.

Caso 8, Caso 22

Q. Os avós podem adotar plenamente os netos?

A adoção plena de um neto pelos avós pode causar confusão nas relações de parentesco e na estrutura familiar, e pode ser considerada contrária ao bem-estar da criança a longo prazo. No caso citado, o tribunal adotou uma posição contrária à adoção plena, levando em conta essas circunstâncias.

Caso 7

Q. É possível dissolver por acordo a adoção de uma criança menor de idade?

De acordo com as disposições do Código Civil explicadas no caso, não se admite a dissolução consensual da adoção quando a criança adotada é menor de idade ou está sob curatela por incapacidade; deve-se pedir a dissolução judicial da adoção. Os motivos para a dissolução judicial são diferentes na adoção comum e na adoção plena, portanto é necessário verificar o tipo de adoção e as circunstâncias específicas.

Caso 17, Caso 24

Q. Se a adoção for anulada, o poder familiar dos pais biológicos é restabelecido imediatamente?

A anulação da adoção, por si só, não restabelece automaticamente o poder familiar dos pais biológicos. É possível pedir ao tribunal de família, dentro do prazo estabelecido, que designe os pais biológicos como titulares do poder familiar.

Caso 20

Leis aplicáveis

  • Código Civil, artigo 776 (민법 제776조)
  • Código Civil, artigo 781, parágrafo 4 (민법 제781조 제4항)
  • Código Civil, artigo 809, parágrafo 1 (민법 제809조 제1항)
  • Código Civil, artigo 867 (민법 제867조)
  • Código Civil, artigo 869 (민법 제869조)
  • Código Civil, artigo 874 (민법 제874조)
  • Código Civil, artigo 878 (민법 제878조)
  • Código Civil, artigo 881 (민법 제881조)
  • Código Civil, artigo 883 (민법 제883조)
  • Código Civil, artigo 884 (민법 제884조)
  • Código Civil, artigo 897 (민법 제897조)
  • Código Civil, artigo 898 (민법 제898조)
  • Código Civil, artigo 905 (민법 제905조)
  • Código Civil, artigo 908 (민법 제908조)
  • Código Civil, artigo 908-2 (민법 제908조의2)

Atenção

  • A eficácia de um registro de nascimento como registro de adoção não depende apenas da intenção de adotar. Também são examinados os requisitos materiais da adoção e as circunstâncias concretas da vida em comum, como a criação da criança.
  • A anulação e a dissolução judicial da adoção têm motivos e efeitos diferentes. Em particular, o caso explica que a anulação da adoção não tem efeito retroativo, e não é possível anular uma adoção por meio de uma ação para declaração de inexistência de relação de filiação biológica.
  • A adoção plena difere da adoção comum quanto à relação com os pais biológicos e aos requisitos para a dissolução judicial; portanto, não se devem aplicar a ela, sem mais, as regras da adoção comum.
  • O caso indica os prazos para pedir a anulação ou a dissolução judicial. Como o termo inicial e o prazo podem variar conforme o motivo, é necessário verificar o motivo aplicável e a legislação atualmente em vigor.

Casos de origem

Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).

  1. 실제로는 입양한 아이를 친생자로 출생신고 한 경우의 효력
  2. 이성양자(異姓養子)의 성(姓)을 양친의 성으로 변경할 수 있는지
  3. 혼인 외의 자(子)를 생모와 그 배우자가 입양하는 경우
  4. 부모를 알 수 없는 기아(棄兒)를 양자로 하는 경우
  5. 양친자관계존부확인의 소의 가능여부
  6. 양부모 중 일방이 사망한 경우 생존하는 다른 일방이 사망한 일방과 양자 사이의 양친자관계의 해소를 구할 수 있는지
  7. 조부모가 손자녀를 친양자로 입양할 수 있는지
  8. 양자로 입양된 후 다시 다른 부부에게 친양자로 입양되기 위한 요건
  9. 민법 개정 전 동성애자의 입양 효력
  10. 미성년자 입양에 있어서의 대락 추정
  11. 친생자로 출생신고 한 양자에 대한 ‘친생자관계부존재확인청구’ 여부
  12. 친생자 아닌 자를 자신과 내연관계에 있는 남자의 혼외자로 출생신고 한 것이 유효한지
  13. 이혼으로 양부의 가를 떠난 양모와 양자관계의 소멸 여부
  14. 무효인 입양이 묵시적 추인에 의하여 유효한 것으로 될 수 있는지
  15. 부부 공동의사에 의하지 않은 입양
  16. 부부공동입양 원칙과 파양
  17. 친양자 입양의 경우 재판상 파양의 가능여부
  18. 국가대표 선수로 선발시키기 위해 외국 국적의 미성년자를 대한민국 국민이 입양할 수 있는지
  19. 친양자 제도의 특징
  20. 입양의 취소와 친권자 지정
  21. 입양의 취소
  22. 친양자로 하려는 사람의 법정대리인이 친양자 입양에 동의하지 않는 경우 친양자 입양을 할 수 없는지
  23. 중복 입양된 경우 이전의 양친자관계가 파양으로 소멸하는지
  24. 파양의 요건과 절차
  25. 친생자가 양자를 상대로 입양을 취소하려는 취지로 친생자관계부존재확인을 구할 수 있는지

Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).