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Competência nos processos civis: em que tribunal devo propor a ação?

Baseado em 22 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.

Em princípio, uma ação civil deve ser proposta no tribunal competente para o domicílio do réu. No entanto, podem aplicar-se regras de competência diferentes em matéria de direitos patrimoniais, atos ilícitos, transações de consumo e outros casos. A competência pode variar consoante exista um acordo de competência, haja vários réus ou se trate de um processo de família ou de execução; por isso, devem ser consideradas tanto a natureza do pedido como as circunstâncias existentes no momento da propositura da ação.

Num relance

Intervenientes → Autor → Réu → Consumidor, se aplicável → ① Vai propor uma ação civil Identifique o pedido e as partes → A ação trata de direitos patrimoniais ou de ato ilícito? → Sim · arts. 8.º e 18.º do CPC → Pode haver foro alternativo, conexo ou especial → Não → Há vários réus demandados pela mesma causa factual? → Sim · art. 25.º do CPC → Aplica-se foro especial de consumo ou há acordo de competência válido? → Sim · art. 29.º do CPC e leis especiais citadas → Não · arts. 2.º e 3.º do CPC → Em princípio, proponha a ação no tribunal do domicílio do réu → Confirme o local de residência ou de cumprimento da obrigação → Direitos patrimoniais podem ter foros alternativos → Confirme onde ocorreu o ato ilícito → A competência conexa exige causa factual comum e pedidos substanciais contra os réus → Verifique a validade do acordo e a regra especial aplicável → Acordos de competência e foros…

Pontos-chave

  • A competência geral nos processos civis pertence ao tribunal do foro geral do réu, e o foro geral de uma pessoa é determinado, em princípio, pelo seu domicílio (Código de Processo Civil, artigos 2.º e 3.º (민사소송법 제2조·제3조)).
  • As ações relativas a direitos patrimoniais também podem ser propostas no tribunal do local de residência ou do local de cumprimento da obrigação; as ações por atos ilícitos também podem ser propostas no tribunal do local onde o ato ocorreu (Código de Processo Civil, artigos 8.º e 18.º (민사소송법 제8조·제18조)).
  • Quando vários réus, como coautores de um ato ilícito, são demandados conjuntamente com base na mesma causa factual, pode ser reconhecida a competência conexa. Contudo, se uma parte sem pedido substancial for envolvida apenas para criar competência, isso pode não ser reconhecido e ser considerado abuso da escolha do foro (Código de Processo Civil, artigo 25.º; decisão do Supremo Tribunal, de 29 de setembro de 2011, n.º 2011마62 (민사소송법 제25조; 대법원 2011. 9. 29. 자 2011마62 결정)).
  • As partes podem acordar por escrito a competência em primeira instância para uma determinada relação jurídica, mas um acordo de competência previsto em cláusulas contratuais e injustamente desfavorável ao consumidor pode ser inválido (Código de Processo Civil, artigo 29.º; Lei de Regulação das Cláusulas Contratuais, artigo 14.º (민사소송법 제29조; 약관의 규제에 관한 법률 제14조)).
  • Mesmo havendo um acordo de competência, pode surgir competência em razão da participação no processo se o réu não alegar a incompetência e se pronunciar sobre o mérito ou apresentar declarações na audiência de preparação do julgamento (Código de Processo Civil, artigo 30.º (민사소송법 제30조)).
  • A competência é determinada com base no momento da propositura da ação. Assim, a competência que se estabeleceu validamente nesse momento pode manter-se mesmo que, posteriormente, as circunstâncias mudem e desapareça o fundamento da competência (Código de Processo Civil, artigo 33.º (민사소송법 제33조)).
  • Nas ações relacionadas com o comércio eletrónico e as vendas diretas, pode ser reconhecida a competência exclusiva do tribunal competente para o domicílio do consumidor, entre outros locais. Nas ações relativas a contratos de compra a prestações, também pode ser relevante a competência exclusiva do tribunal do domicílio ou local de residência do comprador (Lei de Proteção dos Consumidores no Comércio Eletrónico, etc., artigo 36.º; Lei sobre Vendas Diretas, etc., artigo 53.º; Lei sobre Transações a Prestações, artigo 44.º (전자상거래 등에서의 소비자보호에 관한 법률 제36조; 방문판매 등에 관한 법률 제53조; 할부거래에 관한 법률 제44조)).

Perguntas frequentes

Q. Uma ação para cobrar um empréstimo tem de ser proposta obrigatoriamente no domicílio do réu?

Em princípio, a ação deve ser proposta no tribunal competente do domicílio do réu. No entanto, ações relativas a direitos patrimoniais, como a cobrança de um empréstimo, também podem ser propostas no tribunal do local de cumprimento da obrigação. O exemplo explica que, na ausência de acordo em contrário, o endereço atual do credor pode ser considerado o local de cumprimento da obrigação (Código de Processo Civil, artigo 8.º, e Código Civil, artigo 467.º (민사소송법 제8조, 민법 제467조)).

Caso 3

Q. Se os coautores de um ato ilícito forem demandados conjuntamente, em que tribunal a ação pode ser proposta?

Se os pedidos contra os coautores de um ato ilícito tiverem a mesma causa factual, pode ser reconhecida a competência conexa, permitindo que a ação seja julgada conjuntamente no tribunal competente em relação a um dos réus. Contudo, essa competência pode não ser reconhecida se alguém for incluído como réu sem que haja contra essa pessoa um pedido substancial, apenas com o propósito de criar competência.

Caso 1, Caso 4, Caso 6

Q. Tenho de propor a ação exclusivamente no tribunal indicado no contrato?

Para determinar se um acordo de competência é válido, é necessário verificar se foi celebrado por escrito e se diz respeito a uma determinada relação jurídica, bem como se estabelece competência exclusiva. Quando uma cláusula contratual impõe ao consumidor um tribunal distante e lhe causa grandes inconvenientes, o acordo pode ser considerado abusivo e inválido. Além disso, se uma regra especial de competência exclusiva se aplicar a uma transação de consumo, essa regra pode prevalecer sobre o acordo previsto no contrato.

Caso 5, Caso 12, Caso 15, Caso 20

Q. Se apresentei primeiro a contestação sem alegar a incompetência, já não posso pedir a transferência do processo?

A mera apresentação da contestação não cria imediatamente competência em razão da participação no processo. O exemplo explica que ainda se pode alegar a incompetência se a contestação não tiver sido apresentada na audiência. Contudo, a competência pode surgir se, na audiência, for apresentada defesa quanto ao mérito; por isso, deve-se ter em conta como serão tratadas a alegação de incompetência e a defesa quanto ao mérito (Código de Processo Civil, artigo 30.º (민사소송법 제30조)).

Caso 18, Caso 21

Q. Se o pedido de transferência por incompetência for indeferido, posso recorrer?

Segundo a explicação da decisão judicial apresentada no exemplo, a transferência por incompetência é uma questão que o tribunal deve examinar por iniciativa própria, e as partes não têm um direito reconhecido de requerer a transferência. Por esse motivo, pode não ser admissível recorrer da decisão que indefere o pedido. Num caso, também se considerou inadmissível o recurso extraordinário, por se entender que a parte não sofrera prejuízo em razão do indeferimento.

Caso 2

Q. Quem recebe um crédito por cessão ou o fiador também tem de cumprir o acordo de competência do contrato original?

Uma decisão judicial apresentada no exemplo reconhece que o sucessor singular de um crédito contratual pode suceder na eficácia do acordo de competência associado à relação creditícia. Por outro lado, explica que o acordo de competência entre o devedor principal e o credor, em princípio, não se aplica ao fiador se este não tiver celebrado um acordo separado.

Caso 10, Caso 22

Q. Se ainda não me divorciei do meu cônjuge, devo apresentar no tribunal de família um pedido contra a pessoa com quem ele ou ela teve uma relação?

No exemplo, explica-se que os pedidos de indemnização por danos fundados no divórcio são da competência do tribunal de família. No entanto, se a relação conjugal não tiver chegado ao ponto de rutura, o divórcio não tiver sido concluído e não estiver em curso uma ação de divórcio, o pedido contra um terceiro é tratado como uma ação civil comum. Assim, é necessário determinar, à luz dessas circunstâncias, se o caso pertence ao tribunal de família ou à jurisdição civil comum.

Caso 7

Q. Em conflitos relativos a compras pela Internet ou vendas diretas, só posso discutir o caso no tribunal indicado pelo vendedor?

Segundo o exemplo, as ações relacionadas com transações com operadores de comércio à distância são da competência exclusiva do tribunal da área do domicílio do consumidor no momento da propositura da ação. As ações relacionadas com vendas diretas também são da competência exclusiva do tribunal competente para o domicílio do consumidor, entre outros locais. Portanto, mesmo que as condições contratuais indiquem um tribunal do lado do vendedor, é necessário verificar se se aplica uma regra legal de competência exclusiva.

Caso 12, Caso 20

Q. Os tribunais municipais e distritais tratam de todos os processos relacionados com ordens de pagamento ou arrestos?

A competência dos tribunais municipais e distritais varia consoante o tipo de processo e o valor do objeto do litígio, entre outros fatores. O exemplo explica que, mesmo tratando-se de uma ação de oposição à execução fundada numa ordem de pagamento definitiva emitida por um tribunal municipal ou distrital, se o direito constante do título executivo ultrapassar o limite aplicável às pequenas causas, a ação deve ser proposta no tribunal distrital ou na sua secção competente pela área onde se encontra aquele tribunal municipal ou distrital. Explica também que o pedido de conversão de uma medida cautelar de arresto ordenada por um tribunal municipal ou distrital em penhora executiva deve ser apresentado nesse tribunal distrital ou na respetiva secção.

Caso 11, Caso 16, Caso 17, Caso 19

Leis aplicáveis

  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 1.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 2.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 3.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 8.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 18.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 25.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 27.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 29.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 30.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 33.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 34.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 39.º
  • Código de Processo Civil (민사소송법), artigo 449.º
  • Código Civil (민법), artigo 467.º
  • Lei de Regulação das Cláusulas Contratuais (약관의 규제에 관한 법률), artigo 2.º

Atenção

  • A competência pode variar consoante o tipo de pedido, os domicílios do réu e do consumidor, o local de cumprimento da obrigação ou o local do ato ilícito; por isso, não se deve chegar a uma conclusão com base num único critério.
  • Mesmo que exista um acordo de competência, é necessário verificar se estabelece competência exclusiva, se constitui uma cláusula contratual injustamente desfavorável ao cliente e se se aplica uma regra especial de competência exclusiva prevista em lei.
  • Se, depois de apresentar a contestação, a parte se pronunciar sobre o mérito na audiência, pode surgir competência em razão da participação no processo. Para contestar a competência, é necessário verificar se basta apresentar a contestação e se houve manifestação na audiência.
  • Nos exemplos, aparecem tanto o antigo limite monetário das pequenas causas sob a competência dos tribunais municipais e distritais como o limite alterado. Ao aplicar um limite monetário, é necessário verificar qual se aplica ao caso e como se calcula o valor do objeto do litígio.

Casos de origem

Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).

  1. 불법행위에 대한 소 제기 시 관할
  2. 이송신청 및 특별항고 제기 가부
  3. 대여금청구소송을 채권자의 주소지 관할법원에 제기할 수 있는지
  4. 관할선택권의 남용
  5. 계약서상의 관할합의가 당사자 일방에게 불리한 경우 그 효력
  6. 관할항정
  7. 상간녀 소송의 재판관할
  8. 재소자가 복역 중인 교도소 소재지 관할법원에 소제기 가부
  9. 자녀의 양육비 명목으로 일정한 금전을 지급하기로 하는 각서를 작성한 경우, 그 지급을 구하는 재판의 관할법원
  10. 관할합의의 효력이 특정승계인에게 미치는지 여부
  11. 지급명령에 대한 청구이의의 소의 관할
  12. 인터넷으로 구입한 물건과 관련된 소송의 관할
  13. 지방법원 항소부에 재판계속 중 합의부의 사물관할에 속하는 반소를 제기한 경우 고등법원으로 사건이 이송되는지
  14. 이행명령의 관할
  15. 할부계약에 의한 관할합의의 효력
  16. 시군법원에서 받은 채권가압류결정에 대해서 본압류 전이신청을 할 때의 관할법원
  17. 원금과 이자를 합한 금액이 3,000만원을 초과하는 경우 관할법원
  18. 관할합의에 위반한 소송에 대한 대응방안 - 관할위반 항변 없이 답변서를 제출한 경우
  19. 시·군법원의 관할
  20. 방문판매와 관련된 소송의 관할
  21. 관할합의에 위반한 소송에 대한 대응방안
  22. 주채무자와 채권자의 관할합의가 보증인에게 미치는지 여부

Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).