LegalPost

Outras questões de locação comercial: direitos e precauções

Baseado em 68 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.

Nas locações comerciais, as obrigações de reparo do locador, a restituição do imóvel ao estado original pelo locatário, o reembolso de despesas e o aluguel devido após o término do contrato variam conforme o conteúdo do contrato e as condições reais de uso. Também é necessário distinguir os requisitos e efeitos jurídicos de cada situação quando muda o proprietário do imóvel ou quando são cedidos os direitos de locação ou o crédito de restituição do depósito de garantia.

Num relance

Partes envolvidas → Locador → Locatário → Adquirente do imóvel → Imóvel comercial transferido durante a locação? → O imóvel foi transferido a um novo proprietário? → sim → O locatário recebeu o imóvel e pediu o registro empresarial? → não → sim · Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 3º, n.os 1 e 2 → O adquirente pode suceder o locador na posição contratual → A sucessão do locador não se confirma pela regra descrita sem transferência e os requisitos indicados → confirme a entrega do imóvel e o registro empresarial → verifique o contrato, reparos e restituição do imóvel → confira o fim do contrato, o depósito e o uso efetivo → Entrega do imóvel e registro empresarial → Acordos sobre reparos, desgaste e instalações → Devolução simultânea do depósito e do imóvel; uso após o término

Pontos-chave

  • O direito de luvas não é um valor cuja devolução possa ser exigida automaticamente do locador. No entanto, pode ser analisado separadamente se houver circunstâncias especiais que tenham impedido o cumprimento do período de locação garantido ou se tiver sido impedida a oportunidade de recuperar esse valor por meio de um novo locatário (caso 1).
  • Mesmo que o edifício comercial seja transferido, se o locatário tiver recebido o imóvel e solicitado o registro empresarial, adquirindo oponibilidade perante terceiros, o adquirente pode suceder o locador em sua posição contratual (Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 3.º, n.os 1 e 2 (상가건물임대차보호법 제3조 제1항·제2항)).
  • O locador deve realizar os reparos necessários para que o locatário possa usar e usufruir do imóvel locado. No entanto, é preciso avaliar se se trata de dano pequeno que não impede o uso ou de dano que interfere na atividade comercial (Código Civil, art. 623 (민법 제623조)).
  • Na ausência de acordo específico em contrário, o locatário pode não ter de arcar com os custos de restituição do imóvel ao estado original quando o desgaste resultar do uso normal. Por outro lado, instalações feitas pelo locatário para sua atividade comercial podem ter de ser removidas ao término do contrato. A simples existência de um acordo de renúncia ao reembolso das despesas com instalações não isenta o locatário da obrigação de restituir o imóvel ao estado original (Código Civil, arts. 615 e 654 (민법 제615조·제654조), casos 4 e 12).
  • O reembolso das despesas do locatário depende de elas serem necessárias à conservação do imóvel, constituírem despesas úteis que aumentaram seu valor objetivo ou corresponderem a instalações destinadas exclusivamente à atividade comercial do locatário. Também é preciso verificar se o contrato contém um acordo de renúncia ao direito de exigir o reembolso (Código Civil, art. 626 (민법 제626조)).
  • Após o término do contrato, a devolução do depósito de garantia e a restituição do imóvel são, em princípio, obrigações de cumprimento simultâneo. A existência de enriquecimento sem causa correspondente ao valor do aluguel pode depender de o locatário ter apenas permanecido na posse ou de ter efetivamente exercido sua atividade comercial e usado ou usufruído do imóvel (Código Civil, art. 536 (민법 제536조), caso 8).
  • O locatário não pode rescindir unilateralmente o contrato durante o prazo apenas por motivos pessoais. É necessário verificar, entre outros aspectos, se o contrato reservou o direito de rescisão. Além disso, a existência de algum impedimento ao uso do imóvel não significa que o locatário possa deixar de pagar a totalidade do aluguel (Código Civil, arts. 635 e 636 (민법 제635조·제636조), casos 21 e 25).
  • Um acordo que limite o direito do locatário de exigir a renovação em seu prejuízo pode ser inválido, mas é preciso verificar separadamente se existe algum fundamento legal para recusar a renovação. O sublocatário que obteve o consentimento do locador pode exercer o direito de exigir a renovação em lugar do locatário, desde que determinados requisitos sejam cumpridos (Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, arts. 10.º e 13.º, n.º 2, e art. 15.º (상가건물임대차보호법 제10조·제13조 제2항·제15조)).

Perguntas frequentes

Q. Quando o contrato de locação termina, posso receber do locador o valor do direito de luvas ou das melhorias nas instalações?

Em princípio, não se pode considerar que o locador tenha a obrigação automática de devolver o valor pago pelo direito de luvas. Em alguns casos, o locatário pode recuperar esse valor ao ceder seus direitos de locação ou ao sublocar o imóvel. A questão deve ser analisada separadamente quando houver circunstâncias especiais, como a impossibilidade de cumprir o período garantido por motivos atribuíveis ao locador, ou quando o locador tiver impedido a oportunidade de recuperar o valor por meio de um novo locatário. Quanto às despesas com instalações, é importante verificar se foram gastos úteis que aumentaram o valor objetivo do imóvel ou despesas destinadas exclusivamente à atividade comercial do locatário, bem como se o contrato prevê a renúncia ao reembolso.

Caso 1, Caso 5, Caso 10

Q. Se mudar o proprietário de um edifício comercial, tenho de sair do imóvel para dar lugar ao novo proprietário?

O locatário que recebeu o imóvel e solicitou o registro empresarial, adquirindo assim oponibilidade perante terceiros, pode invocar seus direitos de locação também contra quem adquirir a propriedade. Nesse caso, o adquirente pode suceder o locador em sua posição contratual e assumir a obrigação de devolver o depósito de garantia, de modo que pode haver situações em que não seja possível exigir a devolução do depósito do antigo proprietário. Também é preciso verificar se o contrato de locação, os dados do registro empresarial e a identificação do imóvel locado são compatíveis entre si.

Caso 2, Caso 20

Q. Ao término da locação, também tenho de consertar lâmpadas fluorescentes ou instalações que quebraram após muito tempo de uso?

O desgaste decorrente do uso normal pode ser de responsabilidade do locador se não houver culpa do locatário nem disposição contratual específica em sentido contrário. No entanto, é preciso verificar se o contrato contém cláusula que obrigue o locatário a reparar até mesmo determinados desgastes e se os danos ultrapassam os limites do uso normal. A extensão da obrigação de restituir o imóvel ao estado original depende do contrato e das condições reais do imóvel.

Caso 4

Q. Posso exigir do locador o reembolso do custo de uma caldeira ou de instalações que o locatário instalou?

Se as despesas tiverem aumentado o valor objetivo do imóvel locado, podem ser reconhecidas como despesas úteis, permitindo ao locatário exigir o reembolso, no término da locação, na medida em que ainda subsista o aumento de valor. Por outro lado, instalações necessárias apenas à atividade comercial do próprio locatário podem não ser reconhecidas como despesas úteis. Também é preciso verificar se há acordo prévio de renúncia ao direito de exigir o reembolso ou cláusula de restituição do imóvel ao estado original. Para reivindicar o reembolso de despesas úteis, são importantes os documentos que comprovem os valores gastos e o aumento de valor.

Caso 5, Caso 10, Caso 12

Q. Se o contrato terminar sem que eu tenha recebido o depósito de garantia, posso continuar na posse da loja?

A restituição do imóvel locado e a devolução do depósito de garantia podem ser obrigações de cumprimento simultâneo. Por isso, o simples fato de o locatário ter permanecido na posse do imóvel invocando esse direito de retenção não torna a ocupação imediatamente ilícita. No entanto, se o locatário tiver obtido um benefício efetivo, por exemplo, continuando a exercer sua atividade comercial após o término do contrato, poderá ter de devolver o enriquecimento sem causa correspondente ao valor do aluguel. A conclusão pode ser diferente se o locatário apenas manteve a posse, sem usar ou usufruir do imóvel.

Caso 8

Q. O prazo do contrato ainda não terminou, mas posso rescindi-lo imediatamente se quiser fechar a loja por motivos pessoais?

Se o prazo do contrato foi estipulado e o locatário não reservou separadamente o direito de rescindi-lo antecipadamente, pode ser difícil rescindir unilateralmente o contrato apenas por motivos pessoais. Deve-se considerar a possibilidade de cumprir o contrato ou de encerrá-lo por acordo com o locador. Se um novo locatário ocupar o imóvel antes do término do prazo e o locador acabar recebendo aluguéis em duplicidade, essa situação pode ser analisada separadamente.

Caso 21

Q. O locador pode recusar a renovação do contrato alegando que pretende reconstruir o imóvel?

A Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais prevê determinados motivos de reconstrução como fundamentos para recusar a renovação. A legitimidade da recusa pode ser avaliada considerando circunstâncias concretas, como a especificidade do plano de reconstrução e a possibilidade real de sua execução. Portanto, não se deve presumir que o locador sempre possa recusar a renovação apenas por alegar que pretende reconstruir o imóvel. Um acordo que limite o direito de pedir a renovação em prejuízo do locatário também pode ser inválido.

Caso 11, Caso 15

Q. Se o locador consentiu com a sublocação depois da celebração do contrato, o sublocatário ainda pode pedir a renovação?

De acordo com os critérios explicados no caso, o locador pode consentir com a sublocação antes ou depois da celebração do contrato de sublocação, e esse consentimento pode ser expresso ou tácito. No entanto, cabe ao locatário e ao sublocatário provar que houve consentimento. O sublocatário que obteve o consentimento pode exercer, em lugar do locatário, o direito de exigir a renovação do contrato, desde que sejam cumpridos os requisitos legais.

Caso 23

Leis aplicáveis

  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 2.º, n.º 1 (상가건물임대차보호법 제2조 제1항)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 3.º, n.os 1 e 2 (상가건물임대차보호법 제3조 제1항·제2항)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 9.º, n.º 1 (상가건물임대차보호법 제9조 제1항)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 10.º, n.os 1, 4 e 5 (상가건물임대차보호법 제10조 제1항·제4항·제5항)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 10.º-4 (상가건물임대차보호법 제10조의4)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 13.º, n.º 2 (상가건물임대차보호법 제13조 제2항)
  • Lei de Proteção do Arrendamento de Edifícios Comerciais, art. 15.º (상가건물임대차보호법 제15조)
  • Código Civil, art. 345, ressalva (민법 제345조 단서)
  • Código Civil, art. 346 (민법 제346조)
  • Código Civil, art. 451, n.º 1 (민법 제451조 제1항)
  • Código Civil, art. 536 (민법 제536조)
  • Código Civil, art. 543, n.º 1 (민법 제543조 제1항)
  • Código Civil, art. 615 (민법 제615조)
  • Código Civil, art. 617 (민법 제617조)
  • Código Civil, art. 618 (민법 제618조)

Atenção

  • A possibilidade de reembolso do direito de luvas, das despesas com instalações e das despesas úteis não é determinada apenas pelo nome dado a essas despesas. É preciso considerar em conjunto as cláusulas contratuais sobre renúncia ao reembolso e restituição do imóvel ao estado original, a finalidade dos gastos e a existência de aumento de valor.
  • Se o locatário continuar na posse da loja após o término do contrato, o fato de estar aguardando a devolução do depósito de garantia não o isenta necessariamente do pagamento de um valor equivalente ao aluguel. São importantes saber se houve efetiva atividade comercial e se o imóvel foi usado ou usufruído.
  • A transferência da propriedade do imóvel, a sublocação, a cessão dos direitos de locação e a cessão do crédito de restituição do depósito de garantia são relações jurídicas distintas. É preciso diferenciar os casos em que o consentimento do locador é necessário e a pessoa contra quem se pode exigir a devolução do depósito.
  • As leis e os critérios citados nos casos podem corresponder ao que vigorava na época de cada consulta. Em uma controvérsia real, é preciso verificar a legislação aplicável na data da celebração do contrato e atualmente, bem como o conteúdo específico do contrato.

Casos de origem

Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).

  1. 상가임차인의 임차건물에 대한 시설투자비 등 회수방법
  2. 임차건물의 소유권 변동 시 임차인의 계약해지권
  3. 상가 영구임대계약의 임차인이 임대차계약을 해지할 수 있는지
  4. 임대차계약 만료 후 임차인이 임차목적물의 통상적인 손모에 대해서도 수리하여 반환할 의무가 있는지
  5. 임차인의 유익비상환청구권의 행사요건
  6. 임대차종료 시 ‘영업허가명의변경약정’을 민사소송으로 청구 가능한지
  7. 임차한 지하층에 습기가 찰 때 임대인에게 수선의무 있는지
  8. 계약종료 후 목적물을 계속 점유할 때 부당이득 여부
  9. 임대차 및 전대차의 기간 종료 후 전대인의 차임상당 청구 가능한지
  10. 임차인이 지출한 도시가스보일러 설치비용은 임대인이 부담하는지
  11. 임차인에게 불리한 약정의 효력
  12. 임대인 과실로 임대차계약이 종료된 경우 임차인의 원상회복의무 면제 여부
  13. 양도금지특약부임차권 양도인이 임대인의 동의를 받아주지 못한 경우
  14. 임대인과 임차인 사이에서 장래 임대목적물 반환시 임차인의 원상복구비용의 보증금 명목으로 지급하기로 약정한 금액을 임대차 종료시...
  15. 상가건물임대차보호법의 위헌여부(3)
  16. 상가임대차중개시 중개업자의 의무
  17. 임대인에게 그 소유 건물의 다른 부분에서 제3자에게 임차인의 영업 등 수익활동을 해할 우려가 있는 행위를 하지 아니하도록 할 ...
  18. 임차권양도금지특약 시 임차보증금반환채권의 양도까지 금지되는지
  19. 대리점영업을 양도하면서 점포도 넘겨줄 경우 임차권양도계약인지
  20. 상가건물이 양도된 경우 임차인의 법적지위
  21. 임대차계약기간 만료 전에도 계약을 해지할 수 있는지
  22. 상가 업종제한규약의 양수인 적용 여부
  23. 전대차에 대한 임대인의 동의의 시기
  24. 임차보증금반환채권에도 질권을 설정할 수 있는지
  25. 임대차계약에 있어서 목적물의 사용·수익이 부분적으로 지장이 있는 경우, 임차인의 차임지급의무의 범위

Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).