Guia sobre decisões de não acusar e formas de contestação no processo penal
Baseado em 33 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.
A decisão de não acusar é a decisão do promotor de não levar um caso a julgamento e pode assumir várias formas, como a decisão de que não há fundamento para acusar, a suspensão da acusação e a inexistência do direito de ação penal. As formas de contestação, os requisitos para apresentar o pedido e os prazos variam conforme a pessoa seja autora de uma queixa ou denúncia, vítima ou suspeita. Por isso, é necessário verificar a notificação da decisão e os autos do caso, além de respeitar os prazos estabelecidos.
Num relance

Pontos-chave
- As decisões de não acusar incluem a suspensão da acusação, a decisão de que não há fundamento para acusar, a decisão de que o fato não constitui crime, a inexistência do direito de ação penal, a suspensão da investigação e a suspensão do processo penal. Os motivos e efeitos de cada decisão são diferentes (exemplos 1 e 23).
- O autor de uma queixa ou denúncia pode apresentar recurso hierárquico contra a decisão de não acusar e, em regra, deve recorrer hierarquicamente antes de formular um pedido de apreciação judicial. Se houver uma das exceções previstas após o recurso, o pedido de apreciação judicial poderá ser formulado sem recurso hierárquico (Código de Processo Penal, artigo 260; Lei do Ministério Público, artigo 10; exemplos 6 e 22).
- Uma vítima que não apresentou queixa não pode recorrer aos procedimentos ordinários de recurso hierárquico ou de pedido de apreciação judicial, mas, de acordo com os exemplos, pode, excepcionalmente, apresentar diretamente uma reclamação constitucional para pedir o cancelamento da decisão de não acusar (Tribunal Constitucional, 24 de junho de 2010, 2008Hun-Ma716; exemplos 7 e 17).
- Em regra, não se reconhece a um denunciante que não seja vítima do crime o interesse pessoal necessário para apresentar uma reclamação constitucional contra a decisão de não acusar (Tribunal Constitucional, 27 de abril de 2017, 2016Hun-Ma140; exemplo 15).
- Os exemplos explicam que não existe um procedimento judicial ordinário pelo qual o suspeito possa contestar diretamente uma decisão de suspensão da acusação. No entanto, o suspeito pode apresentar uma reclamação constitucional dentro do prazo estabelecido (Lei do Tribunal Constitucional, artigo 69, parágrafo 1; exemplos 10 e 21).
- A suspensão da investigação é uma decisão que interrompe a investigação, não um motivo de suspensão do prazo de prescrição da ação penal. No entanto, é necessário verificar separadamente se existe algum outro motivo legal de suspensão, como a instauração da ação penal ou a instauração de ação penal contra um cúmplice (Código de Processo Penal, artigo 253; exemplos 5, 13 e 20).
- A decisão de não acusar não produz o mesmo efeito de coisa julgada de uma sentença definitiva. Assim, a investigação pode ser retomada ou a ação penal pode ser instaurada se os requisitos para a persecução penal estiverem preenchidos, inclusive o de que o prazo de prescrição da ação penal não tenha terminado (exemplos 19 e 24).
- As pessoas envolvidas em um caso em que se decidiu não acusar podem solicitar consulta e cópia dos autos dentro de certos limites, mas o acesso pode ser restringido se houver riscos decorrentes da divulgação (Regulamento sobre a preservação de documentos do Ministério Público, artigo 20-2 e artigo 22; exemplo 14).
Perguntas frequentes
Q. Quais são os tipos de decisão de não acusar?
Entre os exemplos estão a suspensão da acusação, a decisão de que não há fundamento para acusar, a decisão de que o fato não constitui crime, a inexistência do direito de ação penal, a suspensão da investigação e a suspensão do processo penal. A suspensão da acusação é uma decisão de não apresentar acusação, mesmo quando os fatos imputados ao suspeito são reconhecidos, levando-se em conta as circunstâncias. A decisão de que não há fundamento para acusar é adotada, entre outros casos, quando não se configura um crime ou as provas são insuficientes.
Q. Como posso contestar a decisão do promotor de não acusar?
Em regra, o autor de uma queixa ou denúncia pode apresentar um recurso hierárquico antes de formular um pedido de apreciação judicial da decisão de não acusar. De acordo com os exemplos, o recurso hierárquico deve ser apresentado no prazo de 30 dias a contar da data em que se recebe a notificação de que não será apresentada acusação, e o pedido de apreciação judicial deve ser apresentado no prazo de 10 dias a contar da data em que se recebe a notificação de rejeição do recurso. Em determinadas situações, como quando nenhuma decisão é proferida durante três meses após o recurso, é possível formular o pedido sem antes apresentar o recurso hierárquico.
Q. Uma vítima que não apresentou queixa também pode contestar a decisão de não acusar?
Não é possível recorrer aos procedimentos ordinários de recurso hierárquico ou de pedido de apreciação judicial reconhecidos ao autor de uma queixa ou denúncia. No entanto, os exemplos explicam que, excepcionalmente, uma vítima que não apresentou queixa pode apresentar diretamente uma reclamação constitucional para pedir o cancelamento da decisão de não acusar.
Q. Uma pessoa que apenas apresentou uma denúncia pode apresentar uma reclamação constitucional contra a decisão de não acusar?
Se o denunciante não for uma vítima cujos direitos ou interesses juridicamente protegidos tenham sido diretamente violados pelo crime, em regra não se reconhece que ele tenha interesse pessoal necessário para apresentar uma reclamação constitucional contra a decisão de não acusar. Portanto, o simples fato de ser denunciante não basta para que a reclamação constitucional seja admitida.
Q. Como um suspeito pode contestar uma decisão de suspensão da acusação?
De acordo com os exemplos, não existe um procedimento judicial ordinário pelo qual o suspeito possa contestar diretamente uma decisão de suspensão da acusação. No entanto, se pretender alegar que a decisão viola seus direitos fundamentais, pode apresentar uma reclamação constitucional. Os exemplos indicam que ela deve ser apresentada no prazo de 90 dias a contar da data em que se tomou conhecimento da decisão e no prazo de um ano a contar da data em que ela foi proferida. Também é necessário constituir um advogado como representante.
Q. A suspensão da investigação também interrompe o prazo de prescrição da ação penal?
Não. Os exemplos descrevem a suspensão da investigação como uma decisão que interrompe a investigação e afirmam que, por si só, ela não suspende o prazo de prescrição da ação penal. É necessário verificar separadamente se existe algum outro motivo legal de suspensão, como a permanência no exterior com o objetivo de evitar a instauração da ação penal ou a aplicação de uma sanção penal.
Q. Um caso em que se decidiu não acusar não pode voltar a ser investigado nem resultar em acusação?
Como a decisão de não acusar não produz o mesmo efeito de coisa julgada de uma sentença definitiva, a investigação pode ser retomada ou a ação penal pode ser instaurada se, por exemplo, novas provas confirmarem a suspeita e os requisitos para a persecução penal estiverem preenchidos, inclusive o de que o prazo de prescrição da ação penal não tenha terminado. Mesmo nos crimes que dependem de denúncia, os exemplos explicam que a denúncia anteriormente apresentada pode continuar válida.
Q. Se eu entregar o pedido de apreciação judicial na prisão dentro do prazo, o prazo será considerado cumprido?
De acordo com os exemplos, a regra especial que permite ao réu preso apresentar um recurso em uma instituição penitenciária não se aplica ao pedido de apreciação judicial da decisão de não acusar. Portanto, ainda que o pedido seja entregue a um funcionário da instituição penitenciária dentro do prazo, ele poderá não ser considerado apresentado validamente se não chegar ao procurador-chefe do Ministério Público Distrital ou ao chefe do Ministério Público da respectiva filial dentro do prazo estabelecido.
Q. É possível solicitar consulta e cópia dos autos de um caso em que se decidiu não acusar?
De acordo com os exemplos, pessoas que foram suspeitas, autores de queixa ou denúncia, vítimas e pessoas que prestaram depoimento como testemunhas podem solicitar consulta e cópia dos autos dentro dos limites indicados. O acesso pode ser restringido se houver risco de que a divulgação prejudique a privacidade ou a segurança das pessoas envolvidas no caso, ou cause um grave impedimento à investigação ou ao julgamento.
Leis aplicáveis
- Código de Processo Penal, artigo 249 (형사소송법 제249조)
- Código de Processo Penal, artigo 252 (형사소송법 제252조)
- Código de Processo Penal, artigo 253 (형사소송법 제253조)
- Código de Processo Penal, artigo 257 (형사소송법 제257조)
- Código de Processo Penal, artigo 258 (형사소송법 제258조)
- Código de Processo Penal, artigo 259 (형사소송법 제259조)
- Código de Processo Penal, artigo 260 (형사소송법 제260조)
- Código de Processo Penal, artigo 261 (형사소송법 제261조)
- Código de Processo Penal, artigo 262 (형사소송법 제262조)
- Código de Processo Penal, artigo 344 (형사소송법 제344조)
- Código de Processo Penal, artigo 405 (형사소송법 제405조)
- Lei do Ministério Público, artigo 10 (검찰청법 제10조)
- Lei do Tribunal Constitucional, artigo 25, parágrafo 3 (헌법재판소법 제25조 제3항)
- Lei do Tribunal Constitucional, artigo 69, parágrafo 1 (헌법재판소법 제69조 제1항)
- Lei do Tribunal Constitucional, artigo 70, parágrafo 1 (헌법재판소법 제70조 제1항)
Atenção
- Os prazos para apresentar recurso hierárquico ou pedido de apreciação judicial podem ser curtos. Verifique as datas de recebimento da notificação da decisão e da notificação de rejeição do recurso hierárquico, bem como se os documentos exigidos chegarão ao órgão competente dentro do prazo.
- A possibilidade de contestar uma decisão de não acusar varia conforme a pessoa seja autora de uma queixa ou denúncia, vítima ou suspeita. É especialmente importante distinguir os procedimentos aplicáveis a uma vítima que não apresentou queixa daqueles aplicáveis a um denunciante que não seja vítima do crime.
- A suspensão da investigação e a decisão de não acusar não são a mesma coisa. A suspensão da investigação interrompe a investigação e, por si só, não suspende o prazo de prescrição da ação penal.
Casos de origem
Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).
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Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).
