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Guia sobre as causas e o procedimento do divórcio judicial

Baseado em 30 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.

O divórcio judicial exige a existência de uma causa prevista em lei. Para analisá-lo, são consideradas em conjunto as circunstâncias concretas, como a causa e a gravidade do rompimento do casamento, a possibilidade de reconciliação e a responsabilidade das partes. É preciso verificar cada questão, desde os meios de citação quando não se conhece o paradeiro do cônjuge até o pedido de divórcio do cônjuge culpado e o registro após o trânsito em julgado da sentença.

Num relance

Pessoas envolvidas → Cônjuge que pede o divórcio → Outro cônjuge → Tribunal → Cônjuge pede divórcio judicial e a situação é analisada → Há causa prevista em lei e dificuldade de continuidade do casamento? → Sim — Código Civil, art. 840, incisos 1, 2, 3 e 6 → Não → Quem pede tem a principal responsabilidade pelo rompimento? → Sim → Há circunstância especial que justifique a exceção? → O divórcio judicial pode ser concedido → O divórcio pode não ser concedido → Se o endereço for desconhecido, verifique → Avalie todas as circunstâncias concretas → Após o trânsito em julgado, confira o registro → Citação por edital: peça ao tribunal e apresente documentos comprobatórios Código de Processo Civil, arts. 194, 195 e 196 → Considere gravidade do rompimento, possibilidade de reconciliação e responsabilidade das partes → O divórcio produz efeitos com o trânsito em julgado O registro atualiza os da…

Pontos-chave

  • A conduta infiel de um cônjuge não se limita ao adultério; mesmo sem relação sexual, a coabitação com pessoa que não seja o cônjuge pode ser reconhecida como conduta infiel (Código Civil, art. 840, inciso 1 (민법 제840조 제1호); decisão do Supremo Tribunal de 10 de novembro de 1992, processo 92므68).
  • Também se pode pedir o divórcio judicial se um cônjuge abandonar o outro sem motivo legítimo e deixar de prestar-lhe cuidados, se for vítima de tratamento extremamente injusto ou se houver um motivo grave que torne difícil a continuidade do casamento (Código Civil, art. 840, incisos 2, 3 e 6 (민법 제840조 제2호·제3호·제6호)).
  • A recusa de relações sexuais sem motivo legítimo ou circunstâncias que impeçam continuamente uma vida sexual normal podem constituir um motivo grave que torne difícil a continuidade do casamento. No entanto, uma disfunção sexual que possa ser superada com tratamento e assistência pode não ser suficiente (Código Civil, art. 840, inciso 6 (민법 제840조 제6호); decisão do Supremo Tribunal de 15 de julho de 2010, processo 2010므1140).
  • A mera existência de sintomas psicóticos não implica automaticamente o reconhecimento do divórcio. São consideradas diversas circunstâncias, como a possibilidade de recuperação, os esforços para obter tratamento e os sacrifícios e sofrimentos exigidos da família (Código Civil, art. 840, inciso 6 (민법 제840조 제6호); decisão do Supremo Tribunal de 13 de setembro de 2004, processo 2004므740).
  • Em geral, a falta de bens para o casamento, a incapacidade de engravidar ou um acordo temporário de divórcio não constituem causas de divórcio judicial. Mesmo que tenha havido acordo de divórcio e partilha de bens, é necessário verificar se a relação conjugal foi efetivamente dissolvida de forma irreversível (Código Civil, art. 840, inciso 6 (민법 제840조 제6호); decisão do Supremo Tribunal de 26 de abril de 1996, processo 96므226).
  • Em princípio, o cônjuge que tenha a principal responsabilidade pelo rompimento do casamento dificilmente pode pedir o divórcio. Contudo, pode haver uma exceção diante de circunstâncias especiais, como a outra parte não pretender continuar casada e, ainda assim, recusar o divórcio por orgulho ou sentimento de vingança (decisão do Supremo Tribunal de 9 de dezembro de 2010, processo 2009므844).
  • Quando não for possível realizar a citação pelos meios habituais por não se conhecer o endereço ou o local de trabalho do cônjuge, pode-se solicitar ao tribunal a citação por edital, apresentando documentos comprobatórios. Como o momento em que a citação por edital produz efeitos difere entre a primeira e as posteriores, é necessário verificar o procedimento (Código de Processo Civil, arts. 194, 195 e 196 (민사소송법 제194조·제195조·제196조)).
  • O divórcio judicial produz efeitos quando a sentença transita em julgado; o registro é um procedimento para atualizar o registro de relações familiares. O divórcio não perde seus efeitos se o prazo para registro for ultrapassado, mas pode ser aplicada uma multa (Lei sobre o Registro de Relações Familiares, arts. 78, 58, 121 e 122 (가족관계의 등록 등에 관한 법률 제78조·제58조·제121조·제122조)).

Perguntas frequentes

Q. É possível prosseguir com uma ação de divórcio se eu não souber o endereço do meu cônjuge?

Quando não for possível citar documentos pelos meios habituais, pode-se solicitar ao tribunal a citação por edital. Um exemplo apresentado nos casos é protocolar o pedido acompanhado de documentos que demonstrem que o endereço atual é desconhecido, como uma certidão de registro de residência cancelada ou uma declaração de que a pessoa não reside no endereço.

Caso 1

Q. O divórcio ocorre automaticamente depois de comunicar o desaparecimento do cônjuge e transcorrido certo período?

Não. A comunicação de desaparecimento não dissolve, por si só, o vínculo conjugal. No entanto, em determinadas circunstâncias, abandonar o lar sem motivo legítimo e descumprir os deveres conjugais pode ser considerado abandono malicioso, uma das causas de divórcio judicial.

Caso 11

Q. É possível obter o divórcio judicial se meu cônjuge se recusar a ter relações sexuais?

A recusa de relações sexuais sem motivo legítimo ou circunstâncias que dificultem o atendimento normal dos desejos sexuais do casal podem constituir motivo grave que torne difícil a continuidade do casamento. No entanto, uma disfunção sexual temporária que possa ser superada com tratamento ou assistência pode não ser suficiente, por si só, para justificar o divórcio.

Caso 3, Caso 20, Caso 24

Q. Posso me divorciar se meu cônjuge apresentar sintomas psicóticos?

A mera existência de sintomas psicóticos não implica automaticamente o reconhecimento do divórcio. Devem ser consideradas as circunstâncias concretas, como a possibilidade de recuperação, os esforços para obter tratamento e os sacrifícios e sofrimentos que a doença impõe à família. Há decisões judiciais que afirmam que, quando existe possibilidade de recuperação, deve-se buscar tratamento.

Caso 6, Caso 12

Q. Um cônjuge responsável pelo rompimento do casamento também pode pedir o divórcio?

Em princípio, não é permitido que o cônjuge que tenha a principal responsabilidade pelo rompimento do casamento peça o divórcio. Contudo, o pedido pode ser excepcionalmente aceito quando houver circunstâncias especiais, como ser objetivamente evidente que a outra parte também não pretende continuar casada, mas se recusar ao divórcio por orgulho ou sentimento de vingança.

Caso 16, Caso 22

Q. É possível se divorciar após uma longa separação, mesmo que meu cônjuge tenha outra relação de coabitação?

Em princípio, o pedido de divórcio do cônjuge culpado é limitado. Contudo, em situações como a de uma separação prolongada que tenha dissolvido completamente a vida conjugal, a decisão pode considerar se a culpa se atenuou, bem como a situação psicológica, social e econômica da outra parte e as garantias de subsistência. O divórcio não é automaticamente reconhecido apenas pelo tempo de separação.

Caso 17, Caso 19

Q. O acordo de divórcio e o pagamento de indenização ou a partilha de bens constituem causa de divórcio judicial?

O simples fato de ter havido um acordo de divórcio, pagamento de indenização ou partilha de bens normalmente não constitui causa de divórcio judicial. É necessário examinar circunstâncias especiais, como se esses fatos levaram a uma ruptura irreversível da relação conjugal e se o casal passou a viver com a vida conjugal efetivamente dissolvida.

Caso 18, Caso 23

Q. O divórcio se torna inválido se eu perder o prazo para registrá-lo após a sentença transitar em julgado?

Não. O divórcio judicial produz efeitos quando a sentença transita em julgado, portanto, o fato de perder o prazo para registrá-lo não elimina seus efeitos. No entanto, o atraso no registro pode resultar em multa, e, se o divórcio ainda não constar do registro de relações familiares, será necessário realizar o procedimento de registro.

Caso 8

Q. A relação extraconjugal de um cônjuge durante uma ação de divórcio é sempre um ato ilícito?

A decisão judicial citada no caso explica que a análise não deve se limitar a verificar se a ação de divórcio está em andamento; deve-se examinar se a vida conjugal já se rompeu de forma irreversível. Se esse estado já tiver sido alcançado, o ato sexual com terceiro pode não ser considerado ilícito por violar o direito do cônjuge à vida conjugal.

Caso 13

Leis aplicáveis

  • Código Civil, art. 834 (민법 제834조)
  • Código Civil, art. 826 (민법 제826조)
  • Código Civil, art. 833 (민법 제833조)
  • Código Civil, art. 840, incisos 1, 2, 3 e 6 (민법 제840조 제1호·제2호·제3호·제6호)
  • Código Civil, art. 842 (민법 제842조)
  • Código Civil, art. 909, § 4º (민법 제909조 제4항)
  • Código Civil, art. 940 (민법 제940조)
  • Código Civil, art. 947 (민법 제947조)
  • Código Civil, art. 949 (민법 제949조)
  • Código de Processo Civil, art. 174 (민사소송법 제174조)
  • Código de Processo Civil, art. 194 (민사소송법 제194조)
  • Código de Processo Civil, art. 195 (민사소송법 제195조)
  • Código de Processo Civil, art. 196 (민사소송법 제196조)
  • Código de Processo Civil, art. 220 (민사소송법 제220조)
  • Regulamento do Processo Civil, art. 54, § 1º (민사소송규칙 제54조 제1항)

Atenção

  • É difícil determinar se cabe o divórcio judicial com base em uma única causa alegada. Devem ser consideradas em conjunto as circunstâncias concretas, como a duração da vida conjugal, a causa e a responsabilidade pelo rompimento e a possibilidade de reconciliação.
  • Para a citação por edital, são importantes as circunstâncias que demonstrem que não se conhece o endereço ou o local de trabalho da outra parte, bem como os documentos que as comprovem. Segundo os casos citados, a primeira citação por edital produz efeitos duas semanas após a data da publicação, enquanto as citações por edital posteriores dirigidas à mesma parte produzem efeitos no dia seguinte à sua realização.
  • O divórcio judicial deve ser registrado no prazo de um mês a contar da data em que a sentença transitar em julgado. O divórcio continua produzindo efeitos mesmo se o prazo for ultrapassado, mas pode ser aplicada uma multa.
  • As decisões dos casos citados sobre doença mental, disfunção sexual, separação prolongada e pedidos excepcionais de divórcio por cônjuge culpado pressupõem que o resultado pode variar conforme as circunstâncias concretas.

Casos de origem

Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).

  1. 공시송달에 의한 이혼
  2. 이혼사유의 존재가 계속되는 경우 이혼청구권의 제척기간 적용 여부
  3. 정당한 이유 없는 성교 거부가 재판상 이혼의 사유가 되는지
  4. 후견인이 의사무능력상태에 있는 자를 대리하여 그 배우자를 상대로 재판상 이혼을 청구할 수 있는지 여부
  5. 외국인 남성과 한국인 여성 사이의 재판상 이혼에 있어 우리나라법원에 관할이 존재하는지 여부
  6. 배우자가 정신병적인 증세를 보이는 경우, 재판상 이혼청구를 할 수 있는지 여부
  7. 남편이 가정을 돌보지 않고 아내를 유기한 경우
  8. 이혼판결 확정 후 그 신고기간 내 이혼신고를 하지 않은 경우
  9. 북한이탈주민이 북한지역의 잔존 배우자를 상대로 대한민국 법원에 이혼청구가 가능한지 여부
  10. 재판상 이혼청구 소송에 있어서 소취하합의의 효력
  11. 가출신고를 하면 이혼이 될 수 있는지
  12. 부부의 일방이 정신병적 증세를 보인다 하여 곧바로 이혼청구를 할 수 있는지 여부
  13. 재판상 이혼사건 진행 중 상대방의 부정행위가 불법행위를 구성하는지 여부
  14. 빈약한 혼수, 임신불능을 이유로 이혼을 청구할 수 있는지 여부
  15. 과도한 신앙생활로 인한 재판상 이혼의 가부
  16. 유책배우자의 이혼청구에 대해 상대방이 반소로 이혼을 구할 경우, 본소청구가 타당한지
  17. 장기간의 별거 중 유책배우자의 재판상 이혼청구 가부
  18. 이혼 합의사실의 존재가 재판상이혼사유에 해당되는지
  19. 유책배우자의 재판상 이혼청구가 가능한지
  20. 성적 불능 기타 부부 상호간의 성적 요구의 정상적인 충족을 저해하는 사실이 존재하는 경우 재판상 이혼 가부
  21. 배우자가 악의로 다른 일방을 유기한 경우에 해당하는지 여부(민법 제840조 제2호, 제3호, 제6호에 해당하는지 여부)
  22. 유책배우자의 이혼청구권이 인정되는 경우
  23. 이혼 합의사실의 존재가 재판상 이혼사유에 해당하는지 여부
  24. 심인성 음경발기부전증과 혼인파탄의 책임
  25. 민법 제840조 제1호 소정의 “부정한 행위”의 의미

Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).