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Guia sobre atos jurídicos praticados por pessoas com capacidade limitada e regimes de tutela

Baseado em 36 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.

Em princípio, um contrato celebrado por um menor sem o consentimento do representante legal pode ser anulado. No entanto, a anulação pode ser limitada, por exemplo, quando o menor engana a outra parte, levando-a a acreditar que ele é maior de idade ou que tem o consentimento necessário. A proteção de que um adulto necessita pode ser assegurada, conforme a situação, por meio de tutela de adultos, tutela limitada, tutela específica ou tutela voluntária. É necessário verificar o âmbito de cada regime e se é necessária autorização judicial.

Num relance

Pessoas envolvidas → Menor → Representante legal → Outra parte do contrato → Menor com menos de 19 anos faz ato sem consentimento → Tem menos de 19 anos? → sim, arts. 4.º e 5.º → Houve consentimento ou exceção para agir sozinho? → não → sim, arts. 5.º e 6.º → Enganou sobre a capacidade ou o consentimento? → sim, art. 17.º → Pode pedir a anulação → A anulação não cabe por estes critérios → verificar os prazos legais → Prazo: 3 anos desde que o ato possa ser ratificado e 10 anos desde que foi praticado → verificar o que ainda existe → Se anulado, restituir benefícios na medida em que ainda existam → se houver necessidade de apoio a adulto → Avaliar tutela de adultos, limitada, específica ou voluntária; verificar poderes e eventual autorização judicial

Pontos-chave

  • Segundo o critério explicado no exemplo, em princípio, um menor com menos de 19 anos pode anular um ato jurídico praticado sem o consentimento do representante legal (Código Civil, artigos 4.º e 5.º (민법 제4조, 제5조)).
  • Há exceções em que o menor pode agir sozinho, como os atos que apenas lhe conferem direitos ou o liberam de obrigações, e a disposição de bens cuja utilização tenha sido autorizada. Um contrato também pode ser válido se for reconhecida uma autorização tácita para dispor dos seus próprios rendimentos (Código Civil, artigos 5.º e 6.º (민법 제5조, 제6조); decisão do Supremo Tribunal de 16 de novembro de 2007, processo 2005다71659).
  • Se o menor, por meio de engano, levar a outra parte a acreditar que tem capacidade jurídica ou que dispõe do consentimento do representante legal, o ato jurídico não pode ser anulado (Código Civil, artigo 17.º (민법 제17조)).
  • O direito de anulação deve ser exercido no prazo de três anos a contar do dia em que o contrato puder ser ratificado e no prazo de dez anos a contar do dia em que o ato jurídico foi praticado (Código Civil, artigo 146.º (민법 제146조)). Mesmo que o contrato seja anulado, a pessoa com capacidade limitada pode ter de restituir os benefícios recebidos na medida em que ainda existam (Código Civil, artigo 141.º (민법 제141조)).
  • A tutela de adultos destina-se aos casos em que a capacidade para tratar dos próprios assuntos está continuamente ausente; a tutela limitada, aos casos em que essa capacidade é insuficiente; e a tutela específica, aos casos em que é necessário apoio temporário ou para determinados assuntos. A tutela voluntária permite definir previamente um contrato de tutela (Código Civil, artigos 9.º, 12.º, 14.º-2 e 959.º-14 (민법 제9조, 제12조, 제14조의2, 제959조의14)).
  • Mesmo após a abertura da tutela de adultos, não é possível anular atos necessários à vida quotidiana cujo custo não seja excessivo. O tribunal também pode determinar quais os atos que não podem ser anulados (Código Civil, artigo 10.º (민법 제10조)).
  • Consoante as funções exercidas, o tutor deve obter o consentimento do supervisor da tutela ou a autorização do tribunal de família. Por exemplo, é necessária autorização do tribunal de família para manter uma pessoa sujeita a tutela de adultos isolada num hospital psiquiátrico ou noutro local (Código Civil, artigos 947.º-2 e 950.º (민법 제947조의2, 제950조)).

Perguntas frequentes

Q. É possível anular a compra de um produto feita por um menor sem o consentimento dos pais?

Em princípio, um contrato celebrado sem o consentimento do representante legal pode ser anulado. Há, porém, exceções, como a disposição de bens cuja utilização tenha sido autorizada. Além disso, o contrato pode ser válido se for reconhecida uma autorização tácita para dispor dos rendimentos efetivamente obtidos. Por isso, é necessário analisar as circunstâncias em que o contrato foi celebrado e a natureza do dinheiro utilizado.

Caso 2, Caso 8, Caso 25

Q. É possível anular o contrato mesmo que o menor tenha mentido, dizendo que era maior de idade?

Se o menor enganou a outra parte, levando-a a acreditar que ele era maior de idade, o contrato não pode ser anulado. A anulação também pode ser limitada quando o menor enganou a outra parte, fazendo-a acreditar que havia consentimento do representante legal.

Caso 3

Q. Se o contrato celebrado por um menor for anulado, não é necessário devolver qualquer valor pelos bens?

Em princípio, considera-se que o contrato anulado era inválido desde o início. No entanto, a pessoa com capacidade limitada pode ter de restituir os benefícios recebidos ao abrigo do contrato, na medida em que ainda existam. É citada uma decisão judicial segundo a qual, nas transações com cartão de crédito, se pode presumir que ainda existe um benefício equivalente ao valor dos bens adquiridos.

Caso 8

Q. Até quando é possível anular, depois de atingir a maioridade, um contrato celebrado quando ainda era menor?

Segundo o critério apresentado no exemplo, a anulação deve ser exercida no prazo de três anos a contar do dia em que o contrato puder ser ratificado, e no prazo de dez anos a contar do dia em que o ato jurídico foi praticado. É necessário verificar quando a pessoa atingiu a maioridade e quando o contrato foi celebrado. Se estiver em causa uma ordem de pagamento ou um prazo de prescrição, também devem ser analisados separadamente o momento em que a ordem se tornou definitiva e os procedimentos posteriores.

Caso 1, Caso 2

Q. É possível haver tutela apenas para ajudar com determinados contratos ou assuntos?

Sim. A tutela específica é apresentada como um regime destinado a adultos que necessitam de apoio temporário ou de apoio para determinados assuntos, sem limitar a capacidade de exercício da própria pessoa.

Caso 9, Caso 17, Caso 22

Q. O tutor de um adulto pode internar a pessoa num hospital psiquiátrico?

É necessária autorização do tribunal de família para manter uma pessoa sujeita a tutela de adultos isolada num hospital psiquiátrico ou noutro local para fins de tratamento, por exemplo. Portanto, o tutor não pode ordenar o isolamento sem seguir um procedimento próprio apenas por ser tutor.

Caso 7

Q. É necessário ser advogado ou solicitador para ser tutor?

Segundo o exemplo, não é obrigatório ter uma qualificação profissional, como a de advogado ou solicitador, para ser tutor. No entanto, podem existir impedimentos previstos na lei, e pode ser necessário estar preparado para desempenhar adequadamente as funções de tutela.

Caso 14, Caso 18

Q. A partir de quando produz efeitos um contrato de tutela voluntária?

O contrato de tutela voluntária deve ser celebrado por escritura pública e só produz efeitos a partir do momento em que o tribunal de família nomeia um supervisor da tutela voluntária. A mera celebração do contrato não faz com que produza efeitos imediatamente.

Caso 15

Q. É possível anular um contrato se a pessoa tiver uma deficiência intelectual?

Não se pode concluir que um contrato é anulável apenas pelo facto de a pessoa ter uma deficiência. No exemplo, a questão era saber se, no momento da celebração do contrato, a pessoa tinha capacidade mental para compreender o seu significado e os seus efeitos jurídicos. É citada uma decisão judicial que, num caso semelhante, considerou que a pessoa não tinha essa capacidade.

Caso 24

Leis aplicáveis

  • Código Civil, artigo 4.º (민법 제4조)
  • Código Civil, artigo 5.º (민법 제5조)
  • Código Civil, artigo 6.º (민법 제6조)
  • Código Civil, artigo 9.º (민법 제9조)
  • Código Civil, artigo 10.º (민법 제10조)
  • Código Civil, artigo 12.º (민법 제12조)
  • Código Civil, artigo 14.º-2 (민법 제14조의2)
  • Código Civil, artigo 17.º (민법 제17조)
  • Código Civil, artigo 140.º (민법 제140조)
  • Código Civil, artigo 141.º (민법 제141조)
  • Código Civil, artigo 146.º (민법 제146조)
  • Código Civil, artigo 163.º, n.º 6 (민법 제163조 제6호)
  • Código Civil, artigo 928.º (민법 제928조)
  • Código Civil, artigo 946.º (민법 제946조)
  • Código Civil, artigo 947.º-2 (민법 제947조의2)

Atenção

  • O prazo para exercer o direito de anulação é calculado, respetivamente, a partir do dia em que o contrato puder ser ratificado e do dia em que o ato jurídico foi praticado. Por isso, devem ser verificadas a data do contrato, a data em que a pessoa atingiu a maioridade, entre outras.
  • Mesmo que o contrato seja anulado, pode haver obrigação de restituir os benefícios recebidos que ainda existam. Portanto, não se deve concluir que a anulação, por si só, resolve todas as questões relativas ao pagamento.
  • Se estiver em causa uma execução coerciva baseada numa ordem de pagamento ou um prazo de prescrição, o resultado pode variar consoante o momento em que a ordem de pagamento se tornou definitiva e a legislação aplicável.
  • O âmbito da proteção e a forma de cessação variam consoante o tipo de tutela. Para determinados atos, pode ser necessário o consentimento do supervisor da tutela ou a autorização do tribunal de família.

Casos de origem

Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).

  1. 미성년자의 법률행위를 성인이 된 후 취소할 수 있는 기간
  2. 미성년자 단독으로 책을 할부구입한 때 이를 취소할 수 있는지
  3. 미성년자가 사술로써 상대방으로 하여금 성년자로 믿게 하고 한 의사표시의 취소 가부
  4. 후견계약과 한정후견개시심판 청구
  5. 성년후견제도 선택시 고려사항
  6. 후견사무의 범위
  7. 피성년후견인과 정신병원
  8. 미성년 자녀가 신용카드계약을 체결하여 물건을 구입한 경우 취소가능여부
  9. 성년후견의 종류
  10. 성년후견제도의 의의
  11. 특정후견인의 의견충돌
  12. 후견등기사항증명서의 내용
  13. 성년후견의 불복
  14. 한정후견인 결격사유
  15. 후견계약 체결
  16. 미성년후견 종료
  17. 특정후견제도
  18. 후견인의 자격
  19. 성년후견의 범위
  20. 성년후견인과 성년후견감독인
  21. 미성년후견인의 감독 범위
  22. 후견제도의 종류
  23. 후견등기제도
  24. 의사능력이 없는 사례
  25. 미성년자의 신용구매계약의 유효성

Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).