Guia sobre o exercício e a alteração do poder familiar e a administração dos bens dos filhos
Baseado em 28 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.
O poder familiar é um direito e também um dever destinado a proteger e criar os filhos e a administrar seus bens; por isso, seu exercício deve ser avaliado com base no melhor interesse do filho. Divergências entre os pais ou atos em que os interesses do titular do poder familiar e os do filho se opõem podem exigir uma decisão do Tribunal de Família ou a nomeação de um representante especial.
Num relance

Pontos-chave
- Enquanto os pais forem casados, em princípio, exercem conjuntamente o poder familiar. Se não chegarem a um acordo, o Tribunal de Família decidirá a pedido de um dos pais (Código Civil, artigo 909, parágrafos 1.º e 2.º (민법 제909조 제1항·제2항)).
- No divórcio, os pais devem designar o titular do poder familiar; se não chegarem a um acordo, o Tribunal de Família poderá fazê-lo (Código Civil, artigo 909, parágrafo 4.º (민법 제909조 제4항)).
- É necessário um representante especial para atos que possam gerar, objetivamente, conflito de interesses entre o titular do poder familiar e o filho ou entre vários filhos sujeitos a esse poder. Na partilha de bens herdados em conjunto, pode ser necessário nomear um representante especial para cada filho menor (Código Civil, artigo 921 (민법 제921조); acórdão do Supremo Tribunal de 13 de abril de 1993, processo 92다54524).
- A disposição de bens do filho não constitui automaticamente abuso do poder familiar. A avaliação considera o conjunto das circunstâncias concretas, inclusive se os interesses do filho foram ignorados e se a medida visou apenas beneficiar o titular do poder familiar ou terceiros (acórdão do Supremo Tribunal de 30 de janeiro de 2009, processo 2008다73731).
- Se o titular do poder familiar prejudicar significativamente ou puder prejudicar o melhor interesse do filho, poderá ser considerada a perda ou a suspensão temporária do poder familiar, ou a limitação parcial desse poder em relação a assuntos específicos (Código Civil, artigos 924 e 924-2 (민법 제924조·제924조의2)).
- Se a pessoa que transferiu bens gratuitamente ao filho se opuser à administração pelo titular do poder familiar, este não poderá administrar esses bens e poderá designar um administrador ou pedir ao tribunal que o nomeie (Código Civil, artigo 918 (민법 제918조)).
- Se falecer o genitor designado como único titular do poder familiar, não se deve presumir que o genitor sobrevivente se torne automaticamente titular. É preciso verificar o procedimento para pedir ao Tribunal de Família que designe um titular do poder familiar (Código Civil, artigo 909-2 (민법 제909조의2)).
Perguntas frequentes
Q. Se o genitor divorciado que detém o poder familiar falecer, o outro genitor, que se casou novamente, passa a deter imediatamente o poder familiar?
O simples fato de ter se casado novamente não permite concluir que o outro genitor sobrevivente não possa exercer o poder familiar. No entanto, quando falece o genitor designado como único titular do poder familiar, há um procedimento previsto para que o genitor sobrevivente ou outra pessoa peça ao Tribunal de Família que designe um titular. Portanto, não se deve presumir que o poder familiar seja automaticamente restabelecido; é preciso verificar o procedimento judicial.
Q. Para transferir para o meu nome bens herdados em conjunto com meu filho, basta obter o consentimento dele?
Quando o titular do poder familiar e o filho menor são coerdeiros, um acordo de partilha da herança pode constituir um ato com interesses conflitantes. Se houver vários filhos, pode ser necessário nomear um representante especial para cada menor, para que participe do acordo (Código Civil, artigo 921 (민법 제921조)).
Q. Posso oferecer como garantia um imóvel do meu filho menor para pagar uma dívida minha?
Constituir uma garantia sobre um imóvel pertencente ao filho para assegurar uma dívida do titular do poder familiar pode ser considerado um ato com interesses conflitantes, sendo necessária a nomeação de um representante especial. A validade de um ato de representação praticado sem representante especial pode ser questionada, salvo circunstâncias especiais.
Q. Oferecer bens do filho como garantia da dívida de um parente também é um ato com interesses conflitantes?
No caso citado, o tribunal não considerou um ato com interesses conflitantes a constituição de uma hipoteca de grau máximo sobre um imóvel do filho para garantir uma dívida de um irmão ou irmã do titular do poder familiar perante terceiros. Contudo, isso, por si só, também não caracteriza abuso do poder familiar; é necessário examinar as circunstâncias concretas.
Q. Se os pais exercem juntos o poder familiar, mas discordam sobre a educação escolar ou os estudos no exterior do filho, o que devem fazer?
Se os pais não chegarem a um acordo, qualquer um deles pode apresentar um pedido ao Tribunal de Família, que decidirá de acordo com o melhor interesse do filho. No caso de pais que vivem separados sem terem se divorciado, é preciso distinguir entre designar um deles para exercer o poder familiar e determinar como esse poder será exercido.
Q. O poder familiar pode ser retirado apenas por uma falta dos pais ou por conduta inadequada no passado?
A ocorrência de conduta inadequada, por si só, não leva automaticamente à perda do poder familiar. A decisão sobre se a perda do poder familiar atende melhor ao interesse do filho deve considerar as circunstâncias concretas, como a idade e a saúde do filho e as condições de criação. Há também uma decisão judicial segundo a qual o poder familiar não pode ser retirado com base apenas em circunstâncias passadas quando a causa anterior deixou de existir e o genitor cuida bem do filho atualmente.
Q. O que acontece se o único bem do filho for doado gratuitamente a outra pessoa?
Se o titular do poder familiar tiver doado gratuitamente o único bem do filho e a outra parte soubesse disso, há um caso em que o tribunal considerou a conduta um abuso do poder familiar e decidiu que seus efeitos não se aplicavam ao filho. No entanto, nem toda disposição de bens do filho constitui abuso do poder familiar; é necessário examinar as circunstâncias concretas.
Q. O titular do poder familiar pode celebrar um contrato de trabalho em nome do filho menor?
Segundo o caso citado, o titular do poder familiar não pode celebrar um contrato de trabalho em nome do filho; o próprio menor deve celebrar o contrato (Lei de Normas do Trabalho, artigo 67, parágrafo 1.º (근로기준법 제67조 제1항)).
Leis aplicáveis
- Código Civil, artigo 777 (민법 제777조)
- Código Civil, artigo 869, parágrafo 2.º (민법 제869조 제2항)
- Código Civil, artigo 909, parágrafos 1.º, 2.º e 4.º (민법 제909조 제1항·제2항·제4항)
- Código Civil, artigo 909-2, parágrafos 1.º e 3.º (민법 제909조의2 제1항·제3항)
- Código Civil, artigo 910 (민법 제910조)
- Código Civil, artigo 911 (민법 제911조)
- Código Civil, artigo 913 (민법 제913조)
- Código Civil, artigo 915 (민법 제915조)
- Código Civil, artigo 918, parágrafos 1.º, 2.º e 3.º (민법 제918조 제1항·제2항·제3항)
- Código Civil, artigo 920 (민법 제920조)
- Código Civil, artigo 921, parágrafos 1.º e 2.º (민법 제921조 제1항·제2항)
- Código Civil, artigo 923, parágrafos 1.º e 2.º (민법 제923조 제1항·제2항)
- Código Civil, artigo 924, parágrafo 1.º (민법 제924조 제1항)
- Código Civil, artigo 924-2 (민법 제924조의2)
- Código Civil, artigo 925 (민법 제925조)
Atenção
- O guia informa que, quando falece o genitor designado como único titular do poder familiar, o pedido para designar um titular pode ser apresentado no prazo de um mês a partir do dia em que se soube do falecimento e até seis meses a partir da data da morte. É preciso verificar os prazos para não os perder.
- Na partilha de bens herdados em conjunto, se houver conflito de interesses entre o titular do poder familiar e vários filhos menores, pode ser necessário nomear um representante especial para cada filho.
- A existência de um ato com interesses conflitantes, de abuso do poder familiar ou de motivo para limitar o poder familiar são questões distintas e devem ser avaliadas à luz das circunstâncias concretas.
- Se o titular do poder familiar for alterado por acordo ou por decisão judicial, é preciso verificar o prazo para a comunicação indicado no caso. A alteração por acordo deve ser comunicada no prazo de um mês; a alteração por decisão judicial, no prazo de um mês a partir do trânsito em julgado.
Casos de origem
Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).
- 재혼한 어머니가 친권자가 될 수 있는지
- 미성년의 자와 함께 상속받은 재산을 모(母) 명의로 할 수 있는지
- 친권자인 부(父) 사망 시 재혼한 모(母)가 친권자로 되는지
- 인공수정에 의해 태어난 자의 법적지위
- 친권자가 자녀명의 부동산을 담보로 제공할 경우 그 효력
- 친권자로서 적정하게 친권을 행사하리라 기대할 수 없다고 인정한 사례
- 친권자가 자를 감화기관, 교정기관에 위탁하기 위하기 위한 요건
- 친권자의 일시적 양육 불가능 상태가 친권변경 사유인지
- 부부가 별거하고 있으나 이혼하지 않은 경우, 부모 일방을 친권행사자로 지정할 수 있는지
- 자의 재산관리에 관한 포괄적 위임을 받은 부가 자신의 채무지급을 위하여 자와 공동으로 발행한 어음의 효력
- 친권자가 자녀에게 긴급하고 필수적인 진료행위를 거부하는 것도 가능한지 여부
- 친권상실선고에 있어 고려하여야 할 요소
- 수인의 자간의 이해상반행위
- 제3자가 무상으로 子에게 수여한 재산의 관리
- 친권자의 자 소유 재산처분 행위가 대리권 남용에 해당하기 위한 요건
- 과거의 사정을 이유로 친권을 상실시킬 수 있는지
- 미성년자가 낳은 자에 대한 친권자는 누가 되는지
- 친권자가 자녀의 유일한 재산을 증여한 경우
- 친권자가 타인의 채무를 담보하기 위해 자의 부동산에 담보권 설정한 경우
- 사실혼을 해소하면서 인지되지 않은 자에 대해 친권자지정청구가 가능한지
- 양모와 양자 간 등기이전청구의 이해상반행위 여부
- 증여재산에서 수취한 과실을 양육비와 상계할 수 있는지
- 친권자가 자녀의 근로계약을 대리하여 체결할 수 있는지
- 친권자 변경신고 방법
- 공동으로 친권을 행사하는 부모의 의견이 불일치하는 경우
Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).
