Guia sobre o significado do direito possessório e os pedidos de tutela da posse
Baseado em 19 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.
A posse não é reconhecida apenas quando alguém detém fisicamente uma coisa; avalia-se, considerando em conjunto a relação entre a coisa e a pessoa e outros fatores, se existe controle de fato segundo o entendimento social comum. Quando a posse é objeto de esbulho ou turbação, podem ser feitos pedidos com fundamento no direito possessório, mas é preciso considerar o tipo de pedido, contra quem ele é dirigido e o prazo para ajuizar a ação.
Num relance

Pontos-chave
- A posse significa o controle objetivo de fato sobre uma coisa e não é determinada apenas pelo controle físico e efetivo.
- A ação de reintegração na posse pode abranger tanto a posse direta quanto a indireta. Para que haja posse indireta, porém, é necessária uma relação de intermediação possessória na qual o possuidor direto reconheça o direito do possuidor indireto de exigir a devolução da coisa e a possua nessa condição.
- A ação para reintegração na posse, cessação da turbação ou outros pedidos de tutela da posse deve ser ajuizada no prazo de um ano a partir do dia em que terminou o ato de esbulho ou de turbação (Código Civil, artigo 204, parágrafo 3, e artigo 205, parágrafo 2 (민법 제204조 제3항, 제205조 제2항)).
- O pedido de cessação da turbação com fundamento no direito possessório pode ser acolhido quando houver turbação da posse, mesmo que não exista título jurídico que a justifique.
- O direito possessório não significa que se tenha o direito de usar ou obter os frutos de uma coisa pertencente a outra pessoa, e tais poderes tampouco estão incluídos nos pedidos de cessação ou prevenção da turbação.
- Um pedido de entrega de imóvel baseado em acordo pode ser possível também contra o possuidor indireto, mas pode haver entendimento diferente quando não se pode esperar que ele cumpra sua obrigação por causa da posse direta de outra pessoa.
- O possuidor de boa-fé adquire os frutos da coisa possuída enquanto permanecer de boa-fé. A decisão do caso entendeu que não havia obrigação de restituir os frutos, mesmo que tivessem sido obtidos sem fundamento jurídico (Código Civil, artigo 201, parágrafo 1 (민법 제201조 제1항)).
- Se o reivindicante exigir do possuidor a devolução da coisa, este pode exercer o direito ao reembolso das despesas necessárias ou úteis, e a obrigação já será exigível (Código Civil, artigo 203, parágrafo 1, e parágrafo 2 (민법 제203조 제1항, 제2항)).
Perguntas frequentes
Q. A posse só é reconhecida quando a pessoa segura ou usa diretamente a coisa?
Não necessariamente. Considera-se se, segundo o entendimento social comum, existe controle de fato, levando em conta a relação temporal e espacial entre a coisa e a pessoa, as relações jurídicas e a possibilidade de excluir o controle de outras pessoas, entre outros fatores.
Q. Um possuidor indireto pode pedir a reintegração na posse de um edifício ocupado por um locatário?
A posse indireta também pode ser objeto de uma ação de reintegração na posse, mas deve existir uma relação de intermediação possessória entre o possuidor indireto e o possuidor direto. No caso, entendeu-se que dificilmente se poderia reconhecer essa relação entre o locatário e um terceiro que não fosse o locador, a quem o locatário poderia exigir a devolução do imóvel.
Q. Não posso ajuizar uma ação de reintegração na posse depois de passado um ano do esbulho?
Segundo o caso, a ação deve ser ajuizada no prazo de um ano a partir do esbulho. Não basta fazer uma reclamação extrajudicial para cumprir esse prazo; ele é interpretado como prazo para ajuizar a ação.
Q. Posso pedir a cessação da turbação mesmo sem contrato ou direito que justifique a posse?
A decisão do caso entendeu que não é necessário ter um título que justifique a posse para pedir a cessação da turbação com fundamento no direito possessório. No entanto, o direito possessório, por si só, não permite usar nem obter os frutos de uma coisa pertencente a outra pessoa.
Q. Posso pedir a entrega de um imóvel com base em um acordo também contra o possuidor indireto?
Diferentemente do pedido de entrega fundado na posse ilícita, um pedido de entrega baseado em acordo pode ser possível também contra o possuidor indireto. Pode haver uma exceção quando a posse direta de outra pessoa impede o possuidor indireto de cumprir a obrigação de entrega e não é razoável esperar que ele a cumpra.
Q. Também tenho de devolver os rendimentos obtidos de uma coisa que possuí de boa-fé?
A decisão do caso entendeu que o possuidor de boa-fé adquire os frutos da coisa possuída enquanto permanecer de boa-fé. Decidiu que, mesmo que a aquisição dos frutos não tivesse fundamento jurídico e tivesse causado prejuízo a outra pessoa, não havia obrigação de restituí-los.
Q. Posso pedir o reembolso de despesas necessárias ou úteis quando me exigem a devolução da coisa possuída?
O possuidor pode exigir o reembolso das despesas necessárias ou úteis feitas para conservar ou melhorar a coisa ao devolvê-la. A decisão do caso entendeu que o direito ao reembolso pode ser exercido quando o reivindicante exige a devolução e que, nesse momento, a obrigação já é exigível.
Q. É possível ajuizar uma ação apenas para que se declare que tenho direito à posse?
A decisão do caso entendeu que não há interesse processual quando, por ser a situação possessória suscetível de mudança, a mera declaração da existência do direito possessório não for capaz de eliminar efetivamente a insegurança jurídica. Pode haver entendimento diferente se existirem circunstâncias especiais que exijam uma definição jurídica imediata.
Leis aplicáveis
- Código Civil, artigo 204, parágrafo 1 (민법 제204조 제1항)
- Código Civil, artigo 204, parágrafo 3 (민법 제204조 제3항)
- Código Civil, artigo 205, parágrafo 2 (민법 제205조 제2항)
- Código Civil, artigo 201, parágrafo 1 (민법 제201조 제1항)
- Código Civil, artigo 203, parágrafo 1 (민법 제203조 제1항)
- Código Civil, artigo 203, parágrafo 2 (민법 제203조 제2항)
- Lei do Imposto Local, artigo 104, inciso 4 (지방세법 제104조 제4호)
- Lei do Imposto Local, artigo 104, inciso 8 (지방세법 제104조 제8호)
Atenção
- O prazo de um ano para os pedidos de tutela da posse é prazo para ajuizar a ação. Portanto, não se pode considerar que o prazo foi cumprido apenas porque houve uma reclamação extrajudicial.
- Há um caso em que se entendeu que, mesmo quando uma ação fundada no direito substantivo é convertida em ação de reintegração na posse, ela equivale a ajuizar esta última no momento da conversão. Por isso, é necessário verificar se já passou um ano desde o esbulho.
- A pessoa contra quem se pode pedir a reintegração na posse e o reconhecimento da posse indireta podem variar conforme a situação possessória efetiva e a existência de uma relação de intermediação possessória.
- O pedido de cessação da turbação com fundamento no direito possessório visa proteger o controle de fato; não reconhece o direito de usar ou obter os frutos de uma coisa pertencente a outra pessoa.
Casos de origem
Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).
- 점유회수의 소에서 말하는 ‘점유’의 의미 및 간접점유의 ‘점유매개관계’를 인정하기 위한 요건
- 건물에 대한 점유 유지 판단기준
- 물건에 대한 점유의 의미
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- 약정에 의하여 부동산 인도를 청구하는 경우, 간접점유자를 상대로 청구할 수 있는지 여부
- 상호 점유 침탈
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- 하천복개부지 점유권매매에 대하여 취득세를 부과할 수 있는지 여부
- 직접점유자와 간접점유자의 부당이득반환 의무 사이의 관계
- 점유권에 의한 방해배제청구권이나 방해예방청구권에 타인이 소유하는 물건을 사용·수익할 권능이 포함되는지 여부
- 점유를 정당화할 권원과 점유권에 의한 방해배제청구권의 관계
- 점유권에 기한 방해배제청구권의 성립요건
- 무효인 임대차계약에 의한 점유에 기하여 그 점유방해배제를 청구할 수 있는지 여부
- 위법한 강제집행에 의하여 유체동산의 인도를 받은 경우 점유권 침탈로 볼 수 있는지 여부
Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).
