Guia essencial sobre crimes previstos na Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc. (폭력행위 등 처벌에 관한 법률)
Baseado em 16 casos de consulta · Atualizado · Traduzido do original em coreano.
As penas relacionadas à Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc. (폭력행위 등 처벌에 관한 법률) variam conforme as circunstâncias concretas, como o porte de objetos perigosos, a prática conjunta do crime, a habitualidade e o enquadramento como organização criminosa. Como algumas disposições legais antigas foram revogadas após decisões de inconstitucionalidade, é necessário distinguir as regras aplicáveis à época dos exemplos das disposições do Código Penal atualmente aplicáveis.
Num relance

Pontos-chave
- O porte de um objeto perigoso significa mantê-lo consigo ou próximo ao corpo, com a intenção de usá-lo no local do crime. Apenas guardá-lo dentro de casa não é considerado porte (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 7 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제7조), exemplos 2, 15 e 16).
- Não é necessário que o objeto perigoso tenha sido efetivamente usado ou que a vítima tenha percebido sua presença para que se caracterize o porte. No entanto, o simples fato de alguém portar o objeto não permite presumir que ele pudesse ser usado em um crime violento (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 7 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제7조), exemplos 2 e 10).
- A determinação do que constitui um objeto perigoso não depende apenas do tipo de objeto. Deve-se avaliar se, consideradas as circunstâncias e a forma concreta de uso, a outra pessoa ou um terceiro poderia sentir que sua vida ou integridade física estava em risco (exemplos 4 e 9).
- Para que duas ou mais pessoas sejam consideradas autoras de um crime praticado em conjunto, é necessário que exista uma relação de coautoria e uma convergência de vontades para a prática conjunta. Mesmo sem uma combinação prévia expressa, pode haver crime conjunto se indícios e outras circunstâncias indiretas demonstrarem uma convergência sucessiva ou tácita de vontades (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 2 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제2항), exemplo 6).
- Uma organização criminosa é um grupo de pessoas associado de forma contínua com o propósito de cometer crimes. Se houver uma estrutura mínima de comando, não é indispensável que tenha nome, estatuto ou cerimônia de ingresso. O simples fato de alguém passar a liderar uma organização existente não significa que tenha criado uma nova organização criminosa (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 4 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제4조), exemplos 3 e 7).
- A habitualidade não se limita à repetição de crimes do mesmo tipo e pode consistir em uma propensão a praticar crimes violentos de diferentes tipos previstos em lei. Ela é avaliada considerando-se, em conjunto, várias circunstâncias, como condenações anteriores e os motivos, métodos e intervalos entre os crimes. Crimes habituais de tipos diferentes também podem constituir uma única infração continuada (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 1 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제1항), exemplos 5 e 12).
- Quando os efeitos da pena são extintos, os efeitos jurídicos da condenação deixam de existir para o futuro. Por isso, a condenação anterior pode não se enquadrar no requisito de “condenação a pena de prisão” para aumento da pena examinado nos exemplos. Ainda assim, é necessário verificar as circunstâncias concretas, inclusive se a suspensão condicional da execução da pena foi revogada ou perdeu seus efeitos (Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 3 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제3항), exemplo 1).
- Mesmo nos casos em que, no passado, se aplicavam disposições da Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc. a agressões, ameaças ou danos a bens cometidos com o porte de objetos perigosos, após a decisão de inconstitucionalidade e a revogação dessas disposições aplicam-se as disposições do Código Penal sobre os crimes qualificados descritas nos exemplos (exemplos 4, 8, 9, 10 e 14).
Perguntas frequentes
Q. Posso ser punido mesmo que não tenha usado a arma no crime ou que a vítima não soubesse que eu a portava?
Se, no local do crime, a pessoa portar ou mantiver consigo uma arma ou outro objeto perigoso com a intenção de usá-lo na prática do crime, isso pode ser considerado porte mesmo que a vítima não soubesse da existência do objeto ou que ele não tenha sido efetivamente usado. No entanto, isso não inclui os casos em que a pessoa o portava por acaso, sem relação com o crime.
Q. Posso ser punido por deixar uma faca no carro para proteger a mim mesmo ou à minha família?
O exemplo explica que o crime de porte pode ficar caracterizado quando alguém porta, sem motivo legítimo, uma arma que possa ser usada em um crime violento, mesmo que alegue fazê-lo para proteger a si próprio ou à família. O simples fato de portar um objeto perigoso não permite concluir automaticamente que ele poderia ser usado em um crime; devem ser examinadas as circunstâncias concretas, como a finalidade e o contexto do porte.
Q. Guardar um objeto perigoso em casa já é considerado “porte”?
O simples fato de guardar um objeto perigoso no local onde a pessoa reside não constitui o “porte” mencionado no exemplo. Porte refere-se a manter o objeto consigo ou próximo ao corpo, com a intenção de usá-lo no local do crime.
Q. Um automóvel ou um extintor de incêndio também pode ser considerado um objeto perigoso?
Para determinar se um objeto é perigoso, considera-se, à luz do senso comum, se ele poderia causar risco à vida ou à integridade física de alguém, dadas as circunstâncias e a forma concreta de uso. Um automóvel pode ser considerado objeto perigoso se for usado para ferir alguém ou danificar bens. Já no caso em que alguém arremessou um extintor de incêndio, considerou-se difícil caracterizar agressão qualificada, levando em conta diversas circunstâncias, entre elas o fato de o objeto não ter sido dirigido contra uma pessoa específica e de ninguém ter se ferido.
Q. Se várias pessoas agridem alguém no mesmo local, todas são punidas por prática conjunta do crime?
A prática conjunta do crime não se caracteriza apenas porque várias pessoas estavam no mesmo local. É necessário que exista uma relação de coautoria na qual os envolvidos tenham conhecimento dos atos uns dos outros e se valham deles, bem como uma convergência de vontades para cometer o crime em conjunto. A alegação de que não houve combinação prévia também pode ser avaliada com base em indícios e outras circunstâncias indiretas.
Q. Para que exista uma organização criminosa, é necessário ter um nome ou uma cerimônia de ingresso?
Não é indispensável que exista claramente um nome ou estatuto da organização, nem que tenha havido uma cerimônia de fundação ou de ingresso. O importante é saber se as pessoas se associaram de forma contínua com o propósito de cometer crimes e se havia uma estrutura mínima de comando para manter a ordem.
Q. A mudança do líder de uma organização existente significa que foi criada uma nova organização criminosa?
A mudança do líder ou o aumento da atividade da organização, por si só, não permite concluir que foi criada uma nova organização. É preciso que a organização existente tenha sido dissolvida e depois reconstituída, ou que tenha sofrido uma transformação completa — por separação, absorção, fusão ou outro processo — a ponto de se tornar uma organização distinta, sem identidade com a anterior.
Q. Uma condenação anterior a pena de prisão continua a ser considerada para o aumento da pena previsto na Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., se os efeitos da pena tiverem sido extintos?
O exemplo explica que, após a pena perder seus efeitos jurídicos, a condenação anterior não pode ser considerada um caso de “condenação a pena de prisão” para os fins da disposição sobre aumento da pena ali examinada. No entanto, a conclusão pode variar conforme as circunstâncias concretas, como a eventual revogação ou perda de efeitos da suspensão condicional da execução da pena.
Q. A agressão cometida com o porte de um objeto perigoso ainda é punida com aumento da pena nos termos da Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc.?
Segundo os exemplos, o artigo 3, parágrafo 1, da Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc. (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제3조 제1항), que antes se aplicava a agressões cometidas com o porte de objetos perigosos, foi revogado após uma decisão de inconstitucionalidade. Os exemplos explicam que, posteriormente, passaram a ser aplicadas as disposições pertinentes do Código Penal sobre agressão qualificada, ameaça qualificada e dano qualificado, entre outras. Portanto, é preciso verificar a data do fato e o tipo específico de crime.
Leis aplicáveis
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 1 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제1항)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 2 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제2항)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 2, parágrafo 3 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제3항)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 3, parágrafo 1 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제3조 제1항)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 3, parágrafo 4 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제3조 제4항)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 4 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제4조)
- Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc., artigo 7 (폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제7조)
- Código Penal, artigo 35 (형법 제35조)
- Código Penal, artigo 260, parágrafo 1 (형법 제260조 제1항)
- Código Penal, artigo 261 (형법 제261조)
- Código Penal, artigo 283, parágrafo 1 (형법 제283조 제1항)
- Código Penal, artigo 320 (형법 제320조)
- Código Penal, artigo 366 (형법 제366조)
- Código Penal, artigo 369, parágrafo 1 (형법 제369조 제1항)
- Lei sobre a Extinção dos Efeitos das Penas, etc., artigo 7, parágrafo 1, inciso 2 (형의 실효 등에 관한 법률 제7조 제1항 제2호)
Atenção
- Para determinar se um objeto é perigoso e se houve porte, não se deve considerar apenas o tipo de objeto; é necessário examinar também as circunstâncias concretas, como a finalidade, o local onde estava e a forma como foi usado.
- Segundo os exemplos, algumas disposições sobre aumento da pena da Lei sobre a Punição de Atos de Violência, etc. foram revogadas após decisões de inconstitucionalidade. Deve-se verificar a data dos fatos para não confundir as disposições antigas com as do Código Penal atualmente aplicáveis.
- A inclusão de uma condenação anterior no cálculo do aumento da pena pode depender não só de os efeitos da pena terem sido extintos, mas também de circunstâncias individuais, como a revogação ou a perda de efeitos da suspensão condicional da execução da pena.
- As conclusões dos exemplos partem dos fatos ali apresentados. Em casos reais, a avaliação pode variar conforme as circunstâncias concretas, como o modo de execução do crime e as provas.
Casos de origem
Este guia foi elaborado por IA a partir dos seguintes casos de consulta da Korea Legal Aid Corporation (em coreano).
- 형이 실효된 경우, 그 전과를 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제3항의 ‘징역형을 받은 경우’라고 할 수 있는지
- 자신 및 가족을 지키기 위하여 사시미칼 등을 휴대하는 경우에도 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제7조에 해당되는지 여부
- 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제4조의 ‘범죄단체’의 의미
- 경륜장 사무실에서 술에 취해 소란을 피우면서 ‘소화기’를 집어던진 경우 특수폭행죄가 성립하는지
- 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제1항에서 정한 ‘상습’의 의미 및 상습성 유무를 판단하는 기준
- 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제2조 제2항에서 정한 ‘2인 이상이 공동하여 상해 또는 폭행의 죄를 범한 때’의 의미
- 기존의 범죄단체를 이용하여 새로운 범죄단체를 구성하였다고 하기 위한 요건
- 수인이 흉기를 휴대하여 타인의 건조물에 침입하기로 공모한 후 일부만이 건조물에 들어간 경우, 특수주거침입죄에 해당하는지
- 자동차가 '위험한 물건'에 해당하는지
- 범행 현장에서 범행에 사용하려는 의도로 흉기 등 위험한 물건을 소지하거나 몸에 지닌 경우에도 위험한 물건의 “휴대”에 해당하는...
- ‘다중의 위력’의 의미
- ‘상습성’을 구성하는 범죄행위의 범위 및 상습폭력범죄의 죄수 관계
- 폭력행위 등 처벌에 관한 법률 제3조 제4항에 의한 가중처벌 규정 및 형법상 누범 규정의 중복 적용 여부
- 흉기 기타 위험한 물건을 휴대하여 형법상 폭행죄, 협박죄, 재물손괴죄를 범한 경우 폭력행위 등 처벌에 관한 법률이 적용되는지
- 우범자의 기준
- 위험한 물건을 자기가 기거하는 장소에 보관한 것만으로 폭력행위등처벌에관한법률 제7조 소정의 위험한 물건의 “휴대”에 해당하는지...
Este guia é informação geral sobre o direito coreano, não aconselhamento jurídico para o seu caso. Consulte um advogado ou a Korea Legal Aid Corporation (132 na Coreia).
